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Sem-teto passam a noite acampados na frente da Câmara Municipal em SP Grupo pretende continuar acampado até que seja votado o Plano Diretor de São Paulo, que define o planejamento urbano da cidade para os próximos 16 anos

Agência Brasil

Publicação: 25/06/2014 16:18 Atualização:

Cerca de 500 sem-teto, segundo números do próprio Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), acamparam na noite passada (24/6) na frente da Câmara Municipal de São Paulo, no centro da capital.

Segundo Zezito Alves, um dos líderes do MTST, os sem-teto pretendem continuar acampados até que seja votado o Plano Diretor de São Paulo, que define o planejamento urbano da cidade para os próximos 16 anos. Os sem-teto reivindicam a aprovação imediata do plano, que inclui áreas da cidade já ocupadas pelo MTST, como zonas especiais de Interesse Social (Zeis), destinadas a moradias populares.

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Várias barracas estão instaladas na frente da Câmara Municipal. O acampamento fecha uma das vias da Avenida São Luís. Zezito Alves disse que cerca de 500 pessoas dormiram no acampamento. “Foi uma noite fria, mas estamos preparados para ficar até a votação do Plano Diretor”, destacou Alves, em entrevista à Agência Brasil. “Dormimos aqui, fizemos a janta, o café da manhã, o almoço. Temos uma cozinha montada aqui no local para poder garantir a nossa estadia aqui”, concluiu.

O MTST espera que o plano seja votado até sexta-feira (27). “Pelas reuniões que tivemos ontem com o presidente da Câmara, José Américo, e com o relator do Plano Diretor, Nabil Bonduki, ambos do PT, o plano deve ser votado até sexta. Esperamos que, na sessão desta tarde, em que será lido o Plano Diretor, não haja qualquer problema e que os vereadores não tragam dificuldades [para a votação]”, disse Alves.

De acordo com o líder do MTST, hoje de manhã, representantes do movimento se reuniram com representantes da Secretaria Municipal de Habitação para definir questões jurídicas referentes à ocupação Copa do Povo, em Itaquera, que não está prevista no Plano Diretor. Os manifestantes pedem para que a ocupação seja incluída no plano ou que seja reconhecida como Zeis por meio de um projeto de lei, que seja votado ao mesmo tempo que o Plano Diretor.

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