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Justiça suspende liminar que impedia ação policial em manifestações Fica permitido que a Polícia Militar reviste as mochilas de todas as pessoas que estiverem nos locais do protesto

Agência Brasil

Publicação: 26/06/2014 18:32 Atualização:

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Herculano Rodrigues, suspendeu nesta quinta-feira (26/6) a liminar concedida pelo juiz Ronaldo Claret de Moraes que impedia a polícia de interferir ou limitar manifestações de rua em Belo Horizonte.

Para o desembargador, a atuação ostensiva da Polícia Militar é “conduta moral e legalmente exigível”. Ele permitiu a revista pessoal e em mochilas de todas as pessoas que estiverem nos locais do protesto.

A suspensão da liminar foi pedida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL) e outras 15 entidades. Por meio de nota, a CDL comemorou a suspensão da liminar. “A decisão que engessava a atuação da Polícia Militar gerou o receio no comércio sobre a possibilidade de novos atos de vandalismo nos próximos jogos do Mundial”, diz a nota.

“As manifestações continuam sendo legítimas e dignas de aplauso e solidariedade, mas as depredações e atos de vandalismo não podem ser aceitos. Por isso, é fundamental que a Polícia Militar continue a exercer seu papel de forma eficaz, garantindo a segurança da população, do patrimônio público e privado e também o direito legítimo dos manifestantes de protestar, mas sem depredar”, disse Bruno Falci, presidente da câmara.

Em entrevista à Agência Brasil, Cynthia Camargo, integrante do Comitê dos Atingidos pela Copa, lamentou a suspensão da liminar. Ela disse que no próximo sábado, dia em que a seleção brasileira enfrentará o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em Belo Horizonte, o comitê e outras entidades promoverão um protesto pelas ruas da capital mineira.

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“Com a liminar que ganharam, eles [os policiais] vão cercar a gente de novo. Mas queremos ter o direito de andar”, disse. Cynthia Camargo calcula que cada manifestação é acompanhada por um grande número de policiais, que chegam a somar “seis para cada manifestante”.

Para sábado (28/6), a ideia dos manifestantes é promover um ato com intervenções lúdicas em vários pontos da cidade. “Não somos contra a Copa. Copa é algo lúdico e todo brasileiro gosta. Somos contra a forma como ela foi feita, desalojando pessoas de suas casas e tirando o emprego de muita gente”, disse Cynthia.

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