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Manifestantes protestam contra prisão de ativistas em São Paulo Manifestantes ocuparam parte da Avenida Paulista, em frente ao Masp. Eles querem a libertação de um preso na semana passada

Agência Brasil

Publicação: 26/06/2014 19:28 Atualização: 27/06/2014 00:24

Manifestantes interromperam na noite de hoje (26) o tráfego na Avenida Paulista, região central da capital, por pouco mais de uma hora. O protesto era contra a prisão de duas pessoas em um ato contra os gastos da Copa do Mundo, na segunda-feira (23). O grupo se concentrou no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 17h. A Polícia Militar (PM) impediu, no entanto, que fosse feita uma passeata e cercou o protesto com homens da Tropa de Choque.

Segundo o tenente-coronel Marcelo Pignatari, a manifestação só poderia sair às ruas caso as lideranças do movimento se apresentassem, o que não aconteceu. O grupo ocupou, então, a via no sentido Rua da Consolação, em frente ao Masp, onde ficou até as 20h30, quando a maior parte dos participantes já havia abandonado o ato, e a polícia liberou o tráfego. Apesar do clima tenso, não houve nenhum incidente.

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Fábio Hideki, funcionário e aluno da Universidade de São Paulo (USP), e o professor de inglês Rafael Marques foram presos por um policial civil à paisana após o término da manifestação contra a Copa, no momento em que os ativistas se dispersavam. A Defensoria Pública e movimentos sociais sustentam que não há provas que os dois praticaram os crimes alegados: de resistência, desobediência, incitação ao crime, formação de quadrilha e porte de artefato explosivo. Ambos estão presos desde a última segunda-feira.

O professor de história da USP, Henrique Carneiro, disse, no protesto de hoje, que acredita na inocência de Hideki. “É completamente improvável [que ele tenha praticado os crimes]. Foi gravado, há o vídeo [da prisão], e a polícia não apresentou as evidências”, ressaltou o professor. Carneiro disse que participou do ato “pela defesa das liberdades democráticas”, e acrescentou: “Acho que houve um prisão absolutamente ilegal, parece quando a ditadura sequestrava as pessoas”.

O movimento Território Livre também classificou as prisões como um ataque às “liberdades democráticas”. “A situação é tão absurda que chegamos ao ponto de ter de lutar pela possibilidade de lutar! Não podemos permitir que esse precedente seja aberto”, enfatiza o panfleto distribuído pelo movimento.

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