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Material didático inadequado prejudica ensino de idiomas na rede pública A Copa do Mundo evidenciou o baixo nível de fluência da população

Ana Pompeu

Publicação: 30/06/2014 08:00 Atualização: 30/06/2014 07:45

'Se eu considerasse somente o que aprendi na escola pública, meu inglês seria muito básico', Gabriela Oliveira, de 16 anos, estudante do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte (Minervino Junior/CB/D.A Press)
"Se eu considerasse somente o que aprendi na escola pública, meu inglês seria muito básico", Gabriela Oliveira, de 16 anos, estudante do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte


A Copa do Mundo levou setores como hotelaria, comércio e segurança a investir em aulas de inglês para os funcionários e trouxe a constatação de que a língua estrangeira é um problema para a maior parte da população brasileira. Na rede pública, o ensino do idioma enfrenta várias dificuldades. O verbo to be é repetido ano após ano durante a etapa fundamental. Na última série do ensino médio, escolas de algumas regiões preferem focar na leitura. Ainda assim, os estudantes que têm interesse em aprender efetivamente a língua precisam, em geral, procurar cursos especializados.

Professores e alunos são categóricos em afirmar que não é possível aprender, no ensino regular, as quatro habilidades da língua — ouvir, falar, ler e escrever. “Se eu considerasse somente o que aprendi na escola pública, meu inglês seria muito básico. Hoje eu sei mais pelo meu interesse, por experiências de vida, lendo e vendo filmes em inglês. No ensino fundamental, era um revezamento entre presente simples e passado simples, sempre no to be”, conta Gabriela Oliveira, 16 anos, estudante do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte.

Gabriela pretende fazer ciências contábeis. “Quero seguir a carreira de auditora. Sei que terei de lidar com documentos em outras línguas”, avalia. Mas não só por motivos profissionais a jovem considera importante ter conhecimentos em inglês. “Mesmo que a pessoa não goste, se viajar e não souber a língua local, com o inglês pode se virar”, diz. Lucas Magno Viana, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio no Centro Educacional 1, do Riacho Fundo 2, tem a mesma posição. “Meu conhecimento em inglês é básico mesmo, porque as aulas são muito básicas. Não dá para aprender muita coisa”, diz. Para ele, seria necessário mais tempo para um aprendizado melhor.

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Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Alfredo Franco Neto
É verdade o que dizem os estudantes. E é uma vergonha constatar que oito anos de estudo seriam suficientes para se dominar dois idiomas com fluência, inglês, espanhol, etc. Mas educação não é prioridade para políticos. A prioridade é bolsas isso e bolsas aquilo e é claro, voto de cabresto e circo! | Denuncie |

Autor: Anônimo A AA
São necessárias inúmeras medidas,mas,tivemos o foco nas mais deploráveis,como aluno da rede pública do DF!É aprazível a existência do CIL em nossas vidas...Ainda assim existe um "certo" esmorecimento em relação ao tratamento da atual gestão governamental do DF. | Denuncie |

Autor: Fábio Heer
Mal falam o português e querem aprender outro idioma. | Denuncie |

Autor: marcia silva
todos sabem muito bem que dna escola publica não se aprende a falar inglês, vc passa toda sua vida escolar vendo verbo TO BE. Se quiser aprender a falar tem que ir fazer curso no Centro de Línguas, isto é fato. | Denuncie |

Autor: Roni Vedovo
O objetivo das escolas não é ensinar: é doutrinar. | Denuncie |

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