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Dilma inaugura hospital e defende mais cursos de medicina no interior "Não faltam médicos nos grandes centros urbanos, nas áreas nobres. Nas periferias, faltam. Não faltam médicos em todo o litoral de nosso país. No interior, faltam", diz presidente

Agência Brasil

Publicação: 30/06/2014 18:13 Atualização: 30/06/2014 19:02

Dilma inaugura hospital em Saquarema (RJ) (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Dilma inaugura hospital em Saquarema (RJ)

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira (30/6) a criação de mais cursos de medicina no interior, como forma de garantir a permanência dos profissionais de saúde nas pequenas e médias cidades do país. Ela inaugurou nesta segunda-feira, no município de Saquarema, o Hospital Estadual da Região dos Lagos.

Ao lado do governador Luiz Fernando Pezão, a presidente disse que não há falta de médicos nas regiões urbanas, principalmente nas áreas nobres, mas ressaltou que é preciso garantir maior número de profissionais nas regiões carentes. Ao lembrar o esforço do governo de trazer profissionais do exterior para trabalhar no Brasil, Dilma destacou que o importante é formar médicos no próprio país.

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“Temos que formar médicos no Brasil. Temos a meta de criar faculdades de medicina pelo interior deste país. Não faltam médicos nos grandes centros urbanos, nas áreas nobres. Nas periferias, faltam. Não faltam médicos em todo o litoral de nosso país. No interior, faltam. Faltam médicos em todos os estados, mesmo nos ricos, como São Paulo. Faltam médicos nas regiões indígenas, nas populações quilombolas, nas periferias das médias e pequenas cidades", disse a presidente. Ela destacou, porém, que existe no país "uma política de interiorização dos médicos, pois, se eles foram formados no local, criam vínculos”.

O Hospital Estadual da Região dos Lagos atenderá a uma área onde vivem cerca de 2,3 milhões de pessoas. A obra custou R$ 46 milhões – a maior parte bancada pelo governo estadual e uma pequena parcela, pelo município de Saquarema. O custeio terá aporte de verbas do governo federal, de R$ 30,7 milhões por ano, garantidas em portaria assinada durante a cerimônia de inauguração, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A nova unidade de saúde terá 56 leitos de internação, dez leitos de UTI para adultos e dez de UTI neonatal, além de cinco unidades semi-intensivas. O hospital disporá também de maternidade e oferecerá serviços especializados de diagnóstico por imagem. Situada no bairro de Bacaxá, a unidade terá como foco o trauma ortopédico cirúrgico, maternidade de alto risco e ginecologia cirúrgica.

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