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Filha de 5 anos de motorista morta em queda de viaduto estava no ônibus A criança foi encaminhada ao hospital com ferimentos mas seu estado de saúde é estável

Publicação: 03/07/2014 19:24 Atualização: 03/07/2014 20:45

Hanna Cristina, motorista do ônibus atingido na queda do viaduto dirigia o coletivo para ajudar o pai (Reprodução/Facebook)
Hanna Cristina, motorista do ônibus atingido na queda do viaduto dirigia o coletivo para ajudar o pai


A filha da motorista que morreu após o ônibus que dirigia ter sido esmagado pelo viaduto que caiu na Avenida Pedro I, em Belo Horizonte, também estava dentro do veículo. A criança de 5 anos, que acompanhava a mãe, Hanna Cristina de 26 anos, foi encaminhada a um dos hospitais da região. De acordo com Secretaria de Estado de Saúde a garota sofreu um hematoma do lado esquerdo da cabeça, cefaleia e perda de consciência. Ela recebeu os cuidados necessários e permanece em observação, mas o seu estado de saúde é considerável estável.

Hanna dirigia o coletivo da linha suplementar S70 no momento em que a estrutura de concreto desabou. Rozilene Edlourdes Canuto Silva, que é amiga da vítima e também é motorista, declarou que a filha de Hanna chegou ao pronto socorro em estado de choque e chegou a relatar para enfermeiros o que viu no momento do acidente. “Ela não sabe que a mãe morreu, mas disse ter visto a hora em que o viaduto caiu e atingiu a Hanna”, disse Rozilene. Segundo ela, a criança está aparentemente bem, apesar do hematoma na cabeça. O pai da menina já chegou ao pronto-socorro para acompanhá-la.

Companheira de profissão, Rozilene conta que Hanna era considerada uma excelente motorista, muito tranquila e atenta enquanto estava no trânsito. “Infelizmente, o que aconteceu estava fora do controle dela. Ainda assim, ela conseguiu frear ao perceber que o viaduto estava caindo para impedir que ele atingisse o meio do ônibus. Essa atitude pode ter salvado muita gente”, acredita.

Hanna Cristina fazia parte de uma família de motoristas e começou a conduzir o micro-ônibus para ajudar o pai, ex-perueiro que deixou de dirigir depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Sem horário para trabalhar, ela dividia a direção do coletivo com o irmão, afirma o presidente do Sindpautras, sindicato que reúne os permissionários autônomos do transporte suplementar e alternativo na capital e em Betim, Maurício dos Reis.

Cristilene Pereira Leme no local do acidente (Tiago de Holanda)
Cristilene Pereira Leme no local do acidente


A moradora de Lagoa Santa, Cristilene Pereira Leme, vive momentos de angústia na Avenida Pedro I. A mulher acredita que o corpo que está dentro do Fiat Uno, placa GSZ-5394, embaixo do viaduto, seja do marido. Chorando muito, a mulher contou que esperava pelo homem. “Ele tinha combinado de me pegar por volta das 15h, pouco depois do viaduto. Ligo insistentemente para ele, mas não me atende”, comentou.

O documento do veículo está em nome de Charles Frederico Moreira do Nascimento. No carro, há uma caixa de isopor e alguns pertences que indicam, segundo o Corpo de Bombeiros, ser alguém vindo de um sítio.
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