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Exposição retrata degradação socioambiental da Baía de Sepetiba Antes mesmo da TSKCA, a instalação do Porto de Itaguaí, na década de 1980, afetou o ambiente da região, antes voltada unicamente para aa vocações pesqueira, agrícola e turística.

Agência Brasil

Publicação: 03/07/2014 19:43 Atualização:

Há décadas convivendo com a degradação de seu ecossistema, a região da Baía de Sepetiba, que abrange o bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e o vizinho município de Itaguaí, teve seus problemas ambientais agravados ao longo dos últimos sete anos. O motivo foi a instalação em Santa Cruz, desde 2007, da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), responsável pelo aumento de 76% na emissão de gases de efeito estufa no município do Rio de Janeiro.

Um pouco dessa realidade, que afeta o meio ambiente e a saúde dos moradores da região, está retratada na exposição Baía de Sepetiba: Em Busca de um Futuro Legal, aberta no início da noite de hoje, no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Lapa, centro do Rio. A mostra apresenta sete painéis, de autoria do fotógrafo André Mantelli, que registram lugares e pessoas afetadas pela degradação, como os pescadores das colônias às margens da baía.

“Queremos chamar a atenção para um pedaço da riqueza do Rio de Janeiro que está sendo destruída”, destaca Karina Kato, técnica da organização não governamental Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), organizadora da exposição, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo. Segundo ela, a mostra é mais uma atividade da campanha Pare TKCSA, que tem a participação de movimentos sociais, ambientalistas e instituições culturais e científicas.

Sem licença ambiental desde 2010, a siderúrgica tem seu funcionamento garantido por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) conseguido com órgãos ambientais do estado. Os movimentos engajados na campanha Pare TKSCA não se contentam com isso, e cobram aplicação rigorosa da legislação ambiental pelo estado.

“O empreendimento está numa região rica, ambiental e socialmente. O turismo também é afetado, já que a Baía da Ilha Grande [região onde se situam os municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty) é uma extensão natural da Baía de Sepetiba”, enfatiza Karina Kato.

Antes mesmo da TSKCA, a instalação do Porto de Itaguaí, na década de 1980, afetou o ambiente da região, antes voltada unicamente para aa vocações pesqueira, agrícola e turística. Outro fator agravante para a Baía de Sepetiba nessa época foi o vazamento de água contaminada com metais pesados, a partir de um terreno da extinta Companhia Ingá Mercantil. A recuperação ambiental da área só teve início em 2008.

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A exposição Baía de Sepetiba: Em Função de um Futuro Legal pode ser vista no CTO (Av. Mem de Sá, 31 – Lapa) até o próximo dia 11, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Amanhã (4/7), por ser feriado municipal, devido a jogo da Copa do Mundo no Rio de Janeiro, o CTO estará fechado.

Segundo Karina Kato, a mostra é itinerante. Depois, ela seguirá para outros espaços culturais, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e percorrerá escolas da zona oeste do Rio - área afetada pelos problemas ambientais retratados na exposição.

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