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Depois de quase 14h, bombeiros retiram carro dos escombros e resgatam corpo Desabamento do viaduto aconteceu pouco depois das 15h dessa quinta-feira e deixou dois mortos

Estado de Minas

Publicação: 04/07/2014 06:40 Atualização: 04/07/2014 06:50

Por volta das 4h40 dessa sexta-feira (4/7), o Corpo de Bombeiros conseguiu remover o Fiat Uno, placa GSZ-5394, de Lagoa Santa, que ficou preso sob o viaduto que desabou na Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, nessa quinta-feira (3/7). Charles Frederico Moreira do Nascimento era o único ocupante do veículo. O corpo dele foi resgatado 14 horas depois da tragédia.

O desabamento de parte do viaduto em obras, que ligaria a Avenida Olímpio Mourão Filho à Avenida Pedro I, ocorreu às 15h dessa quinta e atingiu um micro-ônibus, dois caminhões e o Uno. A motorista do veículo de transporte, Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, morreu no local e o corpo dela foi resgatado no início da noite. No entanto, os trabalhos para a retirada do carro de passeio só começaram por volta das 21h. Cerca de 70 homens participaram da operação de resgate.

Dois mortos: Cerca de 70 homens participaram da operação de resgate (Marcos Vieira/EM/DA Press)
Dois mortos: Cerca de 70 homens participaram da operação de resgate


Os bombeiros e operários da construtora iniciaram o trabalho instalando cinco pequenos macacos hidráulicos para tentar levantar a estrutura de concreto e puxar o Uno. A ação não teve êxito e uma nova estratégia foi adotada: a de retirar o carro por baixo, fazendo um buraco no concreto para diminuir a pressão do viaduto sobre o veículo.

Já por volta das 23h, chegou ao local um rompedor hidráulico, um trator com uma broca perfurar rochas e concreto. Pouco antes da meia noite a máquina já havia conseguido fazer um buraco próximo ao Fiat Uno. Os escombros foram retirados por uma escavadeira. Em seguida, um bombeiro entrou embaixo do automóvel e prendeu um cabo de aço no eixo do carro com a intenção puxá-lo com uma das máquinas, mas o carro continuava preso.

Os bombeiros continuaram as escavações e usaram um caminhão-pipa para molhar o solo facilitar a retirada do Uno. A estrategia deu certo e pouco antes das 3h duas rodas do lado esquerdo do carro foram soltas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a principal dificuldade em remover o veículo foi em função do peso da estrutura sobre o carro. O viaduto Batalha dos Guararapes pesa 2,5 toneladas e tem 150 metros de extensão.

Macacos hidráulicos foram usados para aliviar o peso do viaduto sobre o Uno  (Marcos Michelin/EM/DA Press)
Macacos hidráulicos foram usados para aliviar o peso do viaduto sobre o Uno


Às 4h40, após oito horas de operação específica para a remoção do Uno, o veículo finalmente foi retirado de debaixo do viaduto. Ao todo cerca 70 homens participaram dos trabalhos.


Via segue interditada

Após a remoção do Uno e do resgate do corpo, a área ficará isolada para a realização da perícia. Com a retirada do Uno, ficaram ainda sob os escombros dois caminhões, que estavam vazios na hora do desabamento. De acordo com o coronel Edgar Estevo, do Corpo de Bombeiros, a estrutura do outro viaduto permanecerá isolada para ser avaliada pela empresa Cowan. Assim que o estudo for concuído, será inciado o trabalho de remoção do viaduto que desabou. Ainda de acordo com o militar, está sendo estudada a maneira como será feita a liberação da pista. O concreto pode ser removido por blocos e existe ainda a possibilidade de implodir a estrutura.

Drama

A companheira do motorista, Cristilene Pereira Leme, disse que esperava por Charles em um ponto de ônibus perto do local do acidente. “Ele tinha combinado de me pegar por volta das 15h, pouco depois do viaduto. Ligo insistentemente para ele, mas não me atende”, comentou.

A mulher, que esteve durante boa parte do tempo no local acompanhando o trabalho de resgate. Ainda na parte da tarde ela se sentiu mal e precisou de atendimento médico. Ela também acompanhou o trabalho de remoção durante toda a madrugada.

Ao logo das oito horas de resgate, circulou a informação, entre os próprios bombeiros, de que o motorista Charles Frederico estava vivo e mantinha contato com as equipes de socorro. A informação, no entanto, não era verídica, segundo afirmou a capitão Jordana de Oliveira, da assessoria de impressa do Corpo de Bombeiros.

Reportagem: Thiago Lemos, Pedro Rocha Franco, João Henrique do Vale e Landercy Hemerson

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Paulo Costa
Enquanto se ceifam vidas, por certo "cumpanheiros" tiveram sucesso em licitações, em maracutaias c/ recursos públicos. E, agora, vemos a QUADRILHA corruPTralha saindo das cadeias de cara limpa, sem remorsos dos desvios efetuados e de terem suas contas pessoais fortalecidas ilicitamente. IMPUNIDADE!!! | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
Obras à "toque de caixa"! Superfaturadas, de péssima qualidade...vale tudo para a perpetuação no poder, inclusive ceifar vidas. Porque será que as grandes construtoras são as maiores contribuintes de campanhas políticas? Serão elas ideológicas ou há a permuta pela não fiscalização? Até quando? | Denuncie |

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