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Seleções de 20 países disputam Copa do Mundo de Rua em São Paulo As seleções foram formadas com jovens que atuam em projetos de defesa de direitos humanos em seus países

Agência Brasil

Publicação: 07/07/2014 12:45 Atualização:

Começou nesta segunda-ferira (7/7), na capital paulista, a terceira edição da Copa do Mundo de Futebol de Rua. Cerca de 300 jovens de 20 países, com idade entre 16 e 21 anos, jogam nesta semana a fase de grupos em dois campos montados no Largo da Batata, zona oeste da cidade. Embalados pelo clima do Mundial da Federação Internacional de Futebol (Fifa), eles disputam neste sábado (12/7) as finais do campeonato, que ocorrerá na Avenida Ipiranga, na região central. As equipes do Chile e de Serra Leoa foram sorteadas para dar o pontapé inicial do evento.

Em campo, o resultado foi 4 a 0 para os chilenos, mas, apesar da vitória, esse não foi o placar final da partida. Isso ocorre porque o Mundial adota uma metodologia diferente do futebol convencional e não são somente os gols que definem os jogos. São os próprios jogadores que definem as regras nos primeiros cinco minutos. Ficou acordado, na partida inaugural, por exemplo, que só seriam válidos gols com chutes após a linha do meio de campo.

Após 20 minutos de bola rolando no gramado, é hora da mediação. Esse é o terceiro tempo do jogo, quando as equipes discutem como se expressaram na partida valores como solidariedade, cooperação e participação. “Eles avaliaram que cada time conquistou os três pontos. Os chilenos apontaram que a seleção de Serra Leoa agiu com muita força em campo mas, depois de uma conversa, concordaram com a pontuação”, explicou Bruna Borecki, uma das mediadoras.

Três pontos para o Chile pelos quatro gols marcados e mais três pelo atendimento aos critérios. No placar final, então, ficou marcado 6 a 3. Sem juízes, sem apito, times mistos e regras próprias. O método pode ser diferente, mas todos garantem: é futebol. “Temos essa preocupação dentro do movimento. Se a gente foge muito e transforma a ponto de não ser futebol, não vamos ter ninguém aqui. O esporte mobiliza, unifica a linguagem”, avaliou Augusto Dotto, coordenador de uma das equipes brasileiras, da cidade gaúcha de São Leopoldo. O Brasil tem três equipes no Mundial.

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As seleções foram formadas com jovens que atuam em projetos de defesa de direitos humanos em seus países. Nesse sentido, nem todos são ligados ao esporte. “Usamos o futebol como ferramenta socioeducativa de integração, mediação de conflitos e formação de lideranças entre jovens. Há ingredientes que não existem no futebol competitivo, como a equiparação de gênero”, explicou Eleílson Leite, coordenador do Comitê Organizador do Futebol de Rua.

O colombiano Brian Santana, 22 anos, acredita que esse método valoriza a participação da juventude. “No futebol convencional, temos sempre um árbitro para definir a partida, aqui não”, comparou. Ele destaca, por exemplo, que faltas e conflitos em campo são discutidos entre os próprios jogadores. A brasileira Thamires Bispo, 16 anos, de São Leopoldo, acredita que o trabalho em equipe é um dos aspectos mais importantes deste Mundial. “É o que faz o time ir pra frente”, disse.

Entre os acordos necessários antes do jogo, Thamires destaca o fato de que os meninos devem medir a força com que vão na bola, especialmente considerando que há meninas no jogo. “Tem de pegar leve. Não pode chegar com o corpo todo em cima da gente”, lembrou. A costa-riquenha Yarset Fajardo, 16 anos, por outro lado, não vê dificuldades na disputa mista. “Para mim é fácil, mas sei que para algumas mulheres é mais difícil”, apontou. Inspirada pela atuação da Costa Rica no Mundial da Fifa, que chegou às quartas de final, ela espera ganhar todas as partidas e chegar à final.

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