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Sindicato diz que 15 jornalistas ficaram feridos em protestos no Rio Os repórteres foram agredidos por policiais militares que acompanhavam o protesto ou ficaram feridos com armas não letais

Agência Brasil

Publicação: 14/07/2014 11:58 Atualização:

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro divulgou uma nota dizendo que 15 jornalistas que cobriam as manifestações contra a Copa do Mundo, no domingo (13/7), na Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, ficaram feridos. De acordo com o sindicato, os repórteres foram agredidos por policiais militares que acompanhavam o protesto ou ficaram feridos com armas não letais desses agentes.

A manifestação foi organizados por grupos contra a Copa do Mundo (Tomaz Silva/Agência Brasil)
A manifestação foi organizados por grupos contra a Copa do Mundo

Entre os jornalistas agredidos, três são estrangeiros. O documentarista canadense Jason O'Hara teve que ser levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, para tratar de ferimentos. Além dele, foram agredidos o fotógrafo peruano Boris Mercado (que chegou a ser detido) e o jornalista italiano Luigi Spera.

O fotógrafo do Portal Terra Mauro Pimentel sofreu agressões. A notícia publicada pelo próprio Portal, informa que ele foi atingido quando tentou passar por uma barreira policial para registrar um princípio de confronto. Três policiais o teriam acertado com cassetetes no rosto e na perna. Ele chegou a cair no chão e teve a máscara de gás e a lente de sua máquina quebradas, de acordo com o Terra.

O jornalista do SBT Tiago Ramos, outro ferido, contou em seu perfil na rede social Facebook que foi para o hospital depois que um policial o golpeou no braço. “Enquanto eu filmava uma agressão feita pela polícia, um policial com intuito de evitar que eu continuasse filmando me golpeou pelas costas, a pancada que era pra pegar na minha nuca, acabou pegando no braço porque virei pra me defender, estou com atestado, no qual o médico me proíbe fazer qualquer atividade por três dias.”

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Também precisou de atendimento no Hospital Souza Aguiar o fotógrafo Loldano da Silva, que recebeu golpes de cassetete no braço esquerdo. Segundo o sindicato, a fotógrafa Ana Carolina Fernandes, da agência de notícias internacional Reuters, teve a máscara de gás arrancada por um policial, que, em seguida, jogou spray de pimenta em seu rosto.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Paula Máiran, lamentou as agressões sofridas pelos jornalistas durante seu exercício profissional. “A gente precisa se organizar e se unir, não só os jornalistas como toda a sociedade, para cobrar uma mudança desse modelo de segurança pública que, em nome da ordem, promove uma violência brutal desse tipo”, disse.

Um cerco policial que durou três horas impediu a saída de manifestantes e jornalistas na Praça Saens Peña. Manifestantes também ficaram feridos no protesto. Por meio de nota, a Polícia Militar (PM) informou que “reconhece a importância do trabalho dos jornalistas como base em um país democrático, no registro e na divulgação de informações” e que “todas as denúncias e imagens recebidas relativas ao excesso na ação de policiais militares serão encaminhadas à Corregedoria e apuradas”.

A PM disse que garantiu o direito constitucional à manifestação e teve que fazer o bloqueio na Praça Saens Peña porque dados da inteligência policial mostravam que os manifestantes tinham “a intenção de se dirigir à entrada do Maracanã, colocando em risco a segurança de milhares de torcedores”.

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