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Rio transfere quatro traficantes para presídio federal no Paraná Presos cumpriam pena na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1) e embarcaram em avião da Polícia Federal

Agência Brasil

Publicação: 14/07/2014 18:11 Atualização:

A Secretaria de Segurança (Seseg) do Rio de Janeiro transferiu, na tarde desta segunda-feira (14/7), quatro traficantes para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. São eles: Marcelo Santos das Dores, o Menor P; Fabiano Santos de Jesus, o Zangado; Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém; e Amabílio Gomes Filho, o MB.

O pedido de transferência, feito pela Seseg, foi deferido pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Estado do Rio de Janeiro e pela Justiça Federal. Os traficantes cumpriam pena na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1) e embarcaram em avião da Polícia Federal, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim.

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Menor P foi preso numa operação da Polícia Federal, no dia 26 de março último, num apartamento de cobertura em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, onde estava escondido depois que policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) ocuparam a comunidade para uma varredura do território em que tropas do Exército se instalariam durante o processo de pacificação e instalação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). No dia seguinte à prisão, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que pediria ao Judiciário a transferência do traficante para um presídio federal.

Já Celsinho da Vila Vintém cumpre pena desde 2002, quando foi preso, em casa, na Vila Vintém, em Bangu. Ele é fundador da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). Ele viu, na criação da facção, a oportunidade de ampliar o seu poder por toda a zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 11 de setembro de 2002, em meio à rebelião orquestrada pelo traficante Fernandinho Beira-Mar, do Comando Vermelho, na qual diversos presos de facções rivais foram brutalmente assassinados na cadeia, Celsinho conseguiu sair vivo da rebelião, alegando que passaria o controle de venda de drogas da Vila Vintém para o Comando Vermelho, mas depois de terminada a rebelião, ele disse que continuaria a manter o controle do tráfico em sua região.

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