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ABL decreta três dias de luto por morte de João Ubaldo Ribeiro O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, determinou que a bandeira da Academia seja hasteada a meio mastro

Agência Brasil

Publicação: 18/07/2014 12:07 Atualização:

João Ubaldo deixa viúva Berenice Ribeiro e quatro filhos: Bento, Francisca, Manuela e Emília. (Walter Craveiro/Divulgação)
João Ubaldo deixa viúva Berenice Ribeiro e quatro filhos: Bento, Francisca, Manuela e Emília.
 

A Academia Brasileira de Letras (ABL) determinou luto de três dias por causa da morte do escritor João Ubaldo Ribeiro, que morreu na madrugada desta sexta-feria (18/7) em decorrência de uma embolia pulmonar. O escritor foi eleito, em 7 de outubro de 1993, como sétimo ocupante da Cadeira número 34 da ABL na sucessão do jornalista Carlos Castello Branco. O velório do corpo do escritor será no Salão dos Poetas Românticos da Academia, a partir das 13h.

O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, determinou que a bandeira da Academia seja hasteada a meio mastro. “É uma grande perda para a Academia, para o romance e o jornalismo nacionais . João Ubaldo Ribeiro deixa uma obra de excelência. Estamos todos muito chocados com a notícia”, disse.

A ex-presidenta da ABL Nélida Piñon disse que a morte de João Ubaldo Ribeiro não é uma perda somente para a literatura brasileira, mas também para a língua portuguesa. A escritora ressaltou que João Ubaldo faz parte do grupo de notáveis do Brasil.

"De modo que perder um homem com essa estatura é uma tristeza e, sobretudo, porque era um moço, de 73 anos, em plena campanha criadora e reflexiva, que ainda tinha muito a dar ao Brasil. E sem falar que deixa os amigos, a família, a Berenice, sua mulher formidável, grande amiga de todos nós e a Academia Brasileria de Letras, sem uma pessoa que faz parte do nosso núcleo afetivo", destacou.

"É uma grande perda para a Academia, para o romance e o jornalismo nacionais. João Ubaldo Ribeiro deixa uma obra de excelência. Estamos todos muito chocados com a notícia”.

O escritor, jornalista e acadêmico João Ubaldo Ribeiro foi ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. Escreveu os romances Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos e Viva o Povo Brasileiro, que chegou a ser tema de samba-enredo da Escola de Samba Império da Tijuca, no carnaval de 1987, no Rio de Janeiro.

Nascido em Itaparica (BA), com 2 meses de idade, a família mudou-se para Aracaju, onde passou parte da infância. Seu pai, Manuel Ribeiro, advogado de renome na capital baiana, e também professor, não admitia a ideia de ter um filho analfabeto e, em 1947, contratou um professor para dar aulas particulares.

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João Ubaldo estreou no jornalismo em 1957, trabalhando como repórter no Jornal da Bahia. Depois transferiu-se para a Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe. Juntamente com Glauber Rocha, editou revistas, jornais culturais e participou do movimento estudantil em 1958.

Em 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos após conseguir uma bolsa de estudos da embaixada norte-americana, para fazer mestrado em ciência política na Universidade da Califórnia do Sul.

O escritor tinha uma coluna nos jornais O Globo, além de colaborar com periódicos da Alemanha, Portugal, O Estado de São Paulo e A Tarde.

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