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Incêndio atinge Parque Nacional da Serra da Canastra há três dias Administradores da unidade de conservação de cerca de 200 mil hectares ainda não sabem precisar o tamanho da área já atingida pelo fogo e nem o que causou o incêndio

Agência Brasil

Publicação: 18/07/2014 19:02 Atualização:

Uma parcela do Parque Nacional da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, está em chamas desde a noite da última terça-feira (15). Administradores da unidade de conservação de cerca de 200 mil hectares (um hectare equivale ao tamanho de um campo de futebol) ainda não sabem precisar o tamanho da área já atingida pelo fogo e nem o que causou o incêndio, mas não descartam a suspeita de ação criminosa, mesmo que não intencional.

Segundo a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Paola Vieira Ribeiro, o fogo continua se alastrando, pois o clima e a vegetação típica do Cerrado estão muito secos e as áreas em chamas são de difícil acesso. Cerca de 40 brigadistas do instituto atuam em quatro frentes para tentar apagar o fogo e já solicitaram ajuda ao Corpo de Bombeiros de Piumhi (MG).

Criado em 1972, o parque abrange as cidades mineiras de Capitólio, São João Batista do Glória, Delfinópolis, Sacramento, São Roque de Minas e Vargem Bonita – municípios que encontraram no ecoturismo e no turismo de aventura uma importante fonte de renda. O fogo atinge a área noroeste da unidade, entre São Roque de Minas e Sacramento (cuja portaria de acesso está fechada aos visitantes).

Em setembro de 2012, um incêndio de grandes proporções destruiu quase 50 mil hectares de vegetação nativa no parque.

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Além de abrigar diversas cachoeiras, como a Casca D'Anta, de quase 200 metros de altura, dois sítios arqueológicos, paredões rochosos e montanhas que beiram os 1,5 mil metros de altitude, Parque Nacional da Serra da Canastra permite ao visitante conhecer a nascente do Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d´água da América do Sul. Catorze espécies animais ameaçadas vivem protegidas na unidade de conservação, entre elas o lobo-guará, a onça-parda e o tamanduá-bandeira.

Moradora da região e funcionária de uma agência de ecoturismo, a auxiliar administrativa Aparecida Geralda de Faria disse à Agência Brasil que tem recebido telefonemas preocupados de pessoas que planejam visitar o parque.

“Como o fogo ainda está recente, ainda não sentimos nenhum impacto. Nem mesmo em termos financeiros, já que, até agora, ninguém precisou cancelar as reservas. É lamentável a morte de animais, o estrago. É de doer o coração. E o pior é que isso não é exatamente uma surpresa. Todos os anos vivenciamos este mesmo problema nesta época do ano. Só varia a proporção. Tomara que eles consigam controlar logo isso”, comentou.

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