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Força Nacional permanecerá no Morro do Santo Amaro por mais 90 dias Desde 2012, os agentes da Força Nacional ocupam a comunidade, antes dominada pelo comércio da droga

France Presse

Publicação: 21/07/2014 21:37 Atualização:

A Força Nacional de Segurança permanecerá no Rio de Janeiro por mais 90 dias para dar apoio ao programa Crack, é Possível Vencer, do governo estadual, no Morro do Santo Amaro, no Catete, zona sul da capital fluminense. A decisão do Ministério da Justiça foi publicada hoje (21) no Diário Oficial da União. Desde 2012, os agentes da Força Nacional ocupam a comunidade, antes dominada pelo comércio da droga.

De acordo com a publicação, a medida tem como objetivo apoiar os órgãos estaduais nas ações de segurança pública e dar suporte às operações desenvolvidas pelo estado no combate ao crack no Santo Amaro. O prazo de permanência do policiamento da Força Nacional no Santo Amaro poderá ser prorrogado novamente.

Já os agentes da Força Nacional que vieram ao Rio para fazer a segurança durante a Copa do Mundo poderão permanecer no estado até o dia 31 de dezembro, caso o Ministério da Justiça aceite o pedido feito pelo governador Luiz Fernando Pezão. No ofício enviado ao ministro José Eduardo Cardozo na última terça-feira (15), o governador alegou que policiais militares não tiraram férias durante o Mundial, o que deverá ser organizado a partir de agora. Além disso, Pezão prevê aumento das demandas durante o período eleitoral, o que vai requerer a mobilização de todo o efetivo da Polícia Militar (PM).

Até o fechamento desta reportagem, o Ministério da Justiça não havia respondido à Agência Brasil sobre a possibilidade de prorrogação do prazo da permanência das tropas da Força Nacional de Segurança nesse caso.

Pezão também enviou na terça-feira um ofício à presidenta Dilma Rousseff pedindo a permanência das Forças Armadas no Complexo da Maré, na zona norte da cidade, para garantir a lei e a ordem, já que a PM estará mobilizada durante as eleições. A comunidade está ocupada pelos militares desde o início de abril. Diariamente, 2,2 mil homens das Forças Armadas fazem a segurança na região, segundo o Ministério da Defesa.

Até o momento, a Presidência da República não decidiu se prorrogará ou não a permanência dos militares no Complexo da Maré. De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência, o pedido ainda está sob análise.
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