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Corpo de menino de 2 anos é encontrado dentro de sofá na casa dos tios O garoto estava desaparecido desde 24 de julho. Os tios estavam viajando, por isso a residência ficou fechada. Quando chegaram da viagem, encontraram poça de sangue e o sofá rasgado

Luana Cruz

Publicação: 28/07/2014 15:21 Atualização:

Uma morte cercada de mistério e sofrimento para uma família de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo do menino Keven Gomes Sobral, 2 anos, foi encontrado dentro de um sofá na casa dos tios do garoto no Bairro Sol Nascente. A criança estava desaparecida desde 24 de julho, segundo boletim de ocorrência registrado pela mãe, Marília Cristiane Gomes, 19 anos.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o menino morava com os pais Marília e Cláudio Ribeiro Sobral, 31 anos, em um terreno onde há outras duas casas de aluguel na Rua Doutor Paulo Souza Lima. Em uma das outras residências moram os tios do menor, Ailton Silva Sobral e Lucimeire de Souza Antunes, 21. O proprietário do lote é José Sebastião dos Santos.

No fim da noite desse domingo (27/7), a polícia foi acionada pela mãe que, desesperada, disse ter encontrado o corpo do menino dentro do móvel. Os policiais foram ao local, mas não conseguiram determinar se Keven apresentava sinais de violência. Ele tinha apenas sangue no nariz e estava em estado de decomposição. Uma poça de sangue também foi vista debaixo do sofá. Somente um laudo de peritos da Polícia Civil vai determinar se o menino foi vítima de algum crime, portanto, a PM ainda registra o caso como encontro de cadáver.

Quem encontrou o corpo no fim da noite de ontem foram os tios do menino, Ailton e Lucimeire, que chegaram de uma viagem ao Norte de Minas Gerais. Desde quinta-feira a casa deles estava fechada. Ailton contou aos policiais que soube do desaparecimento de Keven, por telefone, na cidade onde estava hospedado junto com a esposa. Ninguém imaginava que o menino sumido estaria ao lado de todos, dentro do sofá.

Quinta-feira

No dia 24, por volta de 16h, Marília chamou a polícia dizendo que o filho havia desaparecido de casa. Ela contou que estava lavando roupas enquanto o menino dormia. Quando Keven acordou, a mãe o alimentou e deixou brincando no quarto para continuar o serviço doméstico. A mulher estranhou o silêncio da criança e quando foi vê-lo no quarto não o encontrou. A porta da sala, que dá saída para o lote, antes trancada, estava aberta.

A mãe disse aos policiais que procurou pelo garoto por todo o terreno, inclusive em uma das casas alugadas, porém não encontrou. O único lugar que não pôde ser revirado por Marília foi a casa do cunhado Ailton, que estava viajando. No dia seguinte, em andamento aos trabalhos policiais, o Corpo de Bombeiros foi até a residência trancada, arrombou a porta e procurou por Keven. Os militares nada encontraram. O dono do imóvel, José Sebastião, acompanhou os trabalhos e providenciou a troca da chave da porta arrombada naquele dia. Por esse motivo, os inquilinos não teriam como entrar em casa quando voltassem de viagem.

Domingo

No dia 27, angustiada com o sumiço do filho, Marilia foi até a Delegacia de Desaparecidos de Belo Horizonte para buscar panfletos impressos com a foto do menino. Os investigadores já estavam envolvidos na procura e prepararam o material para a mãe. Quando retornou, muito abalada, passou pelo Hospital Municipal de Ibirité para tomar uma medicação porque não estava se sentido bem. Em seguida, voltou para casa.

Por volta de 22h, a mãe dormia junto com o companheiro Cláudio quando foram acordados por Ailton e Lucimeire, que haviam chegado de viagem naquele momento e encontrado a fechadura trocada. Ailton teve a ideia de arrombar uma outra porta dos fundos para entrar em casa sem precisar chamar o dono José Sebastião, àquela hora da noite. Ailton e a esposa estavam ansiosos para guardar as malas de viagem.

Quando entraram na residência foram surpreendidos por um cheiro estranho e uma poça de sangue perto do sofá e quando arrastaram o móvel, viram o corpo do sobrinho. O estofado estava rasgado, conforme consta no boletim de ocorrência. Eles chamaram Marília e Cláudio para reconhecer as roupas do garoto. A polícia foi acionada para os trabalhos de perícia. O dono do imóvel, José Sebastião, foi ao local quando viu as viaturas policiais.

De acordo com a PM, todos os familiares e o proprietário da casa contaram a mesma versão para os fatos, sem qualquer divergência. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Betim e o caso foi registrado na Delegacia de Plantão de Ibirité. O delegado David Batista assumiu o caso na manhã desta segunda-feira e ainda inicia as investigações.

Busca dos bombeiros

O Corpo de Bombeiros informou que foi solicitado no dia 25, pela família, para fazer as buscas pelo menino por volta de 12h50. Os parentes chegaram a citar a existência de uma mata na região, onde o menino poderia estar. Passaram aos militares uma referência sobre a roupa que o garoto usava: camisa xadrez de botão e calça azul de moleton.

Os militares foram até a casa e verificaram que não havia mata ao redor. Assim, fizeram as buscas no lote onde vive a família, que é cercado de vegetação e entulho, conforme consta no boletim de ocorrência dos bombeiros. A mãe relatou à equipe que o garoto poderia estar dentro da casa do tio Ailton. Os militares fizeram contato por telefone com o tio, que autorizou o arrombamento para buscas.

De acordo com a corporação, nada foi encontrado no imóvel. Os bombeiros ainda procuraram em terrenos próximos, questionaram vizinhos e pessoas que passaram pelas ruas da região, mas não encontraram a criança.

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