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"Tive ânsia de vômito e caí no chão", diz vítima ao ver Abdelmassih Vanuzia Lopes, uma das cinco vítimas que estavam no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, falou ao Correio sobre o estuprador e o grupo Vítimas Unidas

Renata Mariz

Publicação: 21/08/2014 09:08 Atualização:

Wanuzia foi violentada por Abdelmassih em 1993 (Michel Filho/Agência O Globo)
Wanuzia foi violentada por Abdelmassih em 1993


Desde conversa com desafetos de Abdelmassih ao levantamento de documentos, os esforços do grupo intitulado Vítimas Unidas, que reúne mulheres abusadas pelo ex-médico, foram recompensados ontem. Vanuzia Lopes, uma das cinco vítimas que estavam no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ontem, para comemorar a prisão, falou ao Correio. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.


Como foi o trabalho do grupo de vítimas?
Nos reunimos, inclusive as vítimas anônimas, para ajudar a prendê-lo. Conversando com desafetos de Abdelmassih, que são muitos, fizemos uma página na internet, nas redes sociais. Dei dezenas de entrevistas a rádios pedindo a quem estivesse próximo e até lavando as cuecas de Roger Abdelmassih nos avisasse, sob o mais absoluto sigilo. Oferecíamos uma recompensa de R$ 10 mil.

Quando veio a denúncia crucial?
Em 2012, recebemos a primeira denúncia consistente, sobre contratos sociais da clínica de Roger e de pessoas que manuseavam o dinheiro dele. Elaine Sacco, irmã da mulher dele, montou empresas de fachada para enviar quantias para eles. Só que não sabíamos quem procurar. Passamos por muitas pessoas no Ministério Público, na polícia. Até que um empresário, Beto Nogueira, que conhece uma vítima, soube da nossa luta, se sensibilizou, nos apresentou ao secretário de Segurança, Fernando Grella, e as coisas começaram a andar. O Ministério Público e a polícia fizeram um trabalho maravilhoso.

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O que você sentiu ao vê-lo?

Fui com a força da minha alma. Pensei que ia ficar serena. Mas na hora que vi aquele animal, tive ânsia de vômito, passei mal, caí no chão. Ele me fez muito mal, me violentou em 1993. Na minha terceira tentativa de engravidar, na hora de receber meu embrião, dopada. Preparei meu coração para um momento divino. Quando acordei, estava melada de esperma dele, com aquele cheiro horroroso. Fui para o IML (Instituto de Medicina Legal). Ele me passou, devido ao sexo anal e vaginal, uma bactéria. Depois, eu não estava com um filho na barriga, mas sim jorrando pus por causa da infecção que ele causou em mim. Perdi minhas trompas por causa disso.

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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: antonio ramos de brito
Eu queria saber se para o STF soltá-lo foi tão fácil. Pergunto se tivesse acontecido com as mulheres ou filhas deles, teria o mesma decisão? | Denuncie |

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