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Crise na cúpula dos presídios federais culmina em demissão coletiva Diretores de departamento que administra as quatro penitenciárias de controle máximo da União pedem exoneração. Rebelião em unidade estadual do Paraná termina com cinco mortos e sete desaparecidos

Renata Mariz

Publicação: 27/08/2014 06:02 Atualização: 27/08/2014 08:20

Momentos de tensão durante rebelião na Penitenciária de Cascavel (PR): presos foram jogados por outros detentos do telhado, a 15 metros do chão (CGN/Divulgação)
Momentos de tensão durante rebelião na Penitenciária de Cascavel (PR): presos foram jogados por outros detentos do telhado, a 15 metros do chão


O caos no sistema prisional não está restrito aos estados, como o Paraná, onde teve fim, ontem, uma rebelião de 44 horas, que terminou com cinco mortos e sete desaparecidos. Na esfera federal, uma crise se instalou na cúpula do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça. Pelo menos nove diretores do órgão, responsável por administrar quatro presídios federais de segurança máxima, entregaram o cargo. Entre outros problemas apontados pelos descontentes, está a ingerência do atual diretor-geral do Depen, Renato Pinto de Vitto, empossado em maio deste ano.

A relação dos servidores com Vitto se agravou na última quinta-feira, quando o diretor-geral do Depen cancelou, sem qualquer explicação, a coleta de material genético dos detentos alocados nas quatro penitenciárias federais, em cumprimento à Lei 12.654/2013, que criou o banco de DNA de condenados no Brasil. O procedimento, feito pela Polícia Federal (PF), estava agendado para setembro, depois de tratativas com o Ministério da Justiça que começaram ainda no ano passado e foram reiniciadas depois de maio, devido à chegada do novo diretor-geral, que era defensor público em São Paulo antes de aceitar o cargo.

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Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o Depen consultou a PF sobre a coleta de material genético dos presos do sistema federal na última sexta-feira e que o órgão informou estar “providenciando diligências para atender a demanda o mais rápido possível”. Acrescentou ainda, no comunicado, que “algumas reformulações na equipe” já foram feitas em maio e junho, com a chegada do novo diretor do Depen, e que outras “alterações na diretoria do sistema penitenciário federal serão realizadas”, sem confirmar nem negar a informação de que houve pedidos simultâneos de demissão.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Júlio Albuquerque
Isso nada mais é que o retrato da falência da segurança pública no Brasil. A segurança pública foi relegada ao descaso, pouco se fez, polícia desvalorizada e desmotivada, leis brandas, presídios lotados... Não é à toa que Dilma cai nas pesquisas. Mudança já! | Denuncie |

Autor: Frederico Melo
É apenas mais um órgão da esfera federal que não há interesse e nem competência para nos administradores. | Denuncie |

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