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Juíza nega que tenha errado ao soltar Cadu, assassino confesso de Glauco De acordo com a juíza, Cadu ia mensalmente ao psiquiatra e ao psicólogo e que esses profissionais enviavam relatórios mensais à Justiça

Renata Mariz

Publicação: 03/09/2014 06:02 Atualização:

Assassino confesso do cartunista Glauco, Carlos Eduardo é suspeito de ter cometido um latrocínio em Goiânia (Edilson Pelicano/DM)
Assassino confesso do cartunista Glauco, Carlos Eduardo é suspeito de ter cometido um latrocínio em Goiânia

A prisão de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, assassino confesso do cartunista Glauco e do filho dele, suspeito agora de um latrocínio, reacendeu o debate sobre o momento adequado para a Justiça liberar doentes mentais que praticaram crimes. Em entrevista coletiva, ontem, a juíza Telma Aparecida Alves Marques, da 1ª Vara de Execução Penal (VEP) de Goiânia, que determinou a soltura do rapaz de 29 anos do hospital psiquiátrico em que cumpria medida de segurança por sofrer de esquizofrenia, negou que tenha cometido um erro. “Os laudos apresentados atestaram que ele não oferecia risco e foi com base neles que eu o coloquei em liberdade”, enfatizou, referindo-se aos exames médicos necessários para a desinternação, ocorrida em agosto de 2013.

Telma acrescentou que Cadu, como é conhecido, ia mensalmente ao psiquiatra e ao psicólogo e que esses profissionais enviavam relatórios mensais à Justiça. “Inclusive, o último que eu tenho é de julho, e atestou que ele sofre esquizofrenia”, afirmou a juíza. De acordo com os documentos, segundo ela, Cadu fazia faculdade de psicologia e trabalhou no call center de uma empresa de telefonia que, no entanto, o demitiu após descobrir que ele tinha medida de segurança. Ele passou a limpar piscinas. Ainda conforme Telma, ele fazia tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Goiânia e comparecia mensalmente no Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili) — serviço da Secretaria Estadual de Saúde que substituiu os manicômios judiciários em Goiás.

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A família de Glauco, entretanto, manifestou-se por meio do advogado que a representa, Alexandre Khuri Miguel, que os novos crimes de Cadu são uma “tragédia anunciada”. Ele criticou o Judiciário, os psiquiatras que atestaram a sanidade de Cadu e os parentes do rapaz por não terem cuidado dele. O pai de Cadu esteve na delegacia, mas não falou com a imprensa. O delegado que cuida do caso, Tiago Damasceno, declarou ontem que o rapaz parece ser mais dissimulado do que doente mental. Cadu, com um suposto parceiro, é acusado de um latrocínio consumado e uma tentativa. Ele negou. Há suspeita de que ele seja integrante de uma quadrilha de roubo de carros, além de ter problemas com drogas.

Estigma
Apesar da lista extensa de acusações contra Cadu, psiquiatras e psicólogos são unânimes em afirmar que não há relação direta entre loucura e crime. “Devidamente tratados, os doentes mentais com comportamento violento em decorrência do problema de saúde são menos perigosos que os ditos normais, que têm três vezes mais chances de delinquir do que esquizofrênicos medicados, de acordo com a literatura científica”, afirma o psiquiatra Luiz Carlos Illafont Coronel, ex-diretor do Instituto Psiquiátrico Forense do Rio Grande do Sul.

Ele ressalta que há “técnica forense bastante completa” para determinar a necessidade de internação e a conveniência de desinternar o paciente, mas sem garantia de que o indivíduo não reincidirá — o que vale para qualquer pessoa, doente mental ou não. No mesmo sentido, a juíza Telma provocou, durante entrevista à imprensa: “Ninguém pode dizer que nenhum dos senhores estão livres de cometer qualquer delito. Isso não tem como atestar”. Ela informou ainda que só houve dois casos de reincidência, um deles sendo o Cadu, no universo de 306 pacientes de medida de segurança acompanhados pelo Judiciário. “A reincidência por medida de segurança é mínima em relação a reincidência de quem sai do fechado para o semiaberto”, frisou.

Esta matéria tem: (22) comentários

Autor: Orfeu Barros
A juíza Telma Aparecida Alves Marques, que mandou libertar o assassino de Glauco, negou que tenha cometido um erro. Ela também não admite que houve qualquer erro judiciário e acredita que as técnicas forenses para %u201Cdeterminar a necessidade de internação e a conveniência de desinternar o pacient | Denuncie |

Autor: moezio bastos
Na verdade, tudo isso é somente o reflexo do descaso geral como as nossas %u201Cautoridades%u201D tratam a sociedade brasileira. | Denuncie |

Autor: julio cesar Silva
Essa servidora pública incompetente é juíza pq aqui é Brasil. Se essa pessoa vivesse em sociedade organizada, jamais teria competência pra ser juíza. Talvez estivesse em uma penitenciária de segurança máxima. | Denuncie |

Autor: julio cesar Silva
Essa servidora pública incompetente é juíza pq aqui é Brasil. Se essa pessoa vivesse em sociedade organizada, jamais teria competência pra ser juíza. Talvez estivesse em uma penitenciária de segurança máxima. | Denuncie |

Autor: demerson aquino
Cara Lúcia, iria ocorrer a tal da "suspeição" , é certamente pediria ao colegas de profissão para meter o ferro nele. Meritíssima! Respeite o Povo! Kkkkkkkkk | Denuncie |

Autor: Suzely Louzadas
Pra mim o mais sério é que o pobre do Cadú é que está nesse embrolho todo. A família não quer nem saber, a justiça não tá nem ai; e o povo fica no caminho dele incomodando. Na verdade nesses casos uma injeção letal resolvia o problema de todos. Cadú não matava mais ninguém e todos viveríamos em paz!! | Denuncie |

Autor: Alan Alves Silva
Fez concurso para magistratura, recebe como magistrada mas NUNCA SERÁ UMA. Ou seja, só é mais uma que mais atrapalha do que resolve. E como diz meu irmão: E TA TUDO CERTO!!! | Denuncie |

Autor: Alan Alves Silva
Nesse caso não foi um que errou, mas uma penca de gente incompetente que erraram, ou seja, promotor, juíz, psiquiátra,psicólogo... E os caras ainda tem a cara de pau em nos falar em técnica forense e bla bla bla. Qualquer pessoa que olhar para o assassino, sabe que ele não pode viver em sociedade. | Denuncie |

Autor: Denio Ribeiro
Juiz agora é Deus? e outra, Juiz só cumpre a lei, somente isto! Todos os comentaristas de plantão que não gostaram deveriam refletir melhor sobre o candidato que vota, pois é ele que elabora as leis que o juiz deve seguir! Vamos ser mais inteligentes! | Denuncie |

Autor: Messias Cassemiro cassemiro
Não é por ser juíza, que falar uma impropriedade destas vá justificar o assassinato que o marginal cometeu. Ele pode ser inimputável, mas, quem deveria zelar pela sociedade e não o fez, merece é ser punido pela omissão no cumprimento de um dever. | Denuncie |

Autor: evaldo moura
é só ele ser prezo, faz uma cara de doido voces perceberam | Denuncie |

Autor: Carlos Antônio Macieira
Ela não admite que errou, porque não foi o filho dela que foi assassinado!!! | Denuncie |

Autor: josé de jesus alencar mafra josé de jesus alencar mafra
Juízes despreparados! | Denuncie |

Autor: Antonio Marcos
Quero ver se fosse uma pessoa da familia dela, se ela ia soltar ele... | Denuncie |

Autor: leonardo silva
Claro. E deuses erram? Nota-se que foi acertadíssima a decisão! Discute-se muito sobre a esquizofrenia do cidadão e esquece-se o perfil crimisos sóciopata! Parabéns, da próxima ver leve-o para casa, meritíssima! | Denuncie |

Autor: rogerio mendelski
A ilustre magistrada deveria ter rejeitado os laudos, pois para isso ela é juiza. Se nossa Justiça tivesse apenas que referendar laudos de psicopatas, bem, aí, bastaria um software programado para soltar bandidos com laudos psiquiátricos favoráveis. Lamento a decisão da magistrada. | Denuncie |

Autor: JOEL OLIVEIRA
Ainda temos que ouvir despautérios de nossos péssimos juízes. O(a) Juiz(a) não está adstrito ao laudo médico. Baseado no histórico violento do criminoso, ele pode decidir pelo livre convencimento facultado ao Magistrado. | Denuncie |

Autor: ANTONIO RIBEIRO
No caso houve manifestação do representante do Ministério Público. Como fiscal da lei, o Promotor de Justiça poderia impugnar o laudo. Se tal não ocorreu, a defesa e a acusação concordaram com o laudo pericial. Então, a única alternativa da Magistrada foi extinguir a segurança. | Denuncie |

Autor: Marcus Correa
Não, ela não errou. Quem errou foram as pessoas assassinadas, que não se formaram em direito e fizeram concurso para magistratura, se fossem juízes, poderiam andar armados e com escolta e não se preocuparem em soltar assassinos perigosos no convívio da sociedade. | Denuncie |

Autor: Eunice FL
Pois é, como sempre a justiça é cega. Concordo com o delegado que esse cara é um dissimulado. Se esse bandido praticar outro crime quero ver essa juíza dizer que ele é bonzinho. Acorda Brasil!!! Acorda Juízes!!! Vcs estão matando inocentes e soltando bandidos... | Denuncie |

Autor: CLEITON PEREIRA DA SILVA
Para ser juiz no Brasil,o candidato passa por uma tortura psicológica de estudos e sabatinas..Agora será que estão realmente preparados para tomar posições que evitem colocar em risco a vida da sociedade.O que deve mudar é : juízes e médicos que liberam presos perigosos devem responder junto com ele. | Denuncie |

Autor: Lucia Santos
Se fosse alguém da família dela, será que ela teria a mesma atitude? | Denuncie |

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