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Remédios emagrecedores proibidos desde 2011 serão reavaliados pela Anvisa A decisão do Senado, tomada na sessão de terça-feira (7/6), foi apoiada pela maioria das sociedades médicas, que defendem a venda dos remédios no mercado

France Presse

Publicação: 04/09/2014 09:11 Atualização: 04/09/2014 10:01

Remédio sibutramina (Marcello Casal Jr/ABr)
Remédio sibutramina


A decisão do Senado de liberar a venda de emagrecedores proibidos desde 2011 reacendeu o debate sobre os efeitos dos medicamentos. Apesar de suspender a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que bania os produtos, o parecer do senadores não significa a volta imediata das drogas às prateleiras das farmácias nem a facilitação na compra. De acordo com a agência, como os registros dos produtos anfetamínicos — anfepramona, femproporex e mazindol — foram cancelados, eles deverão passar por nova análise.

Além da espera pela promulgação do decreto legislativo pelo Congresso, que deve acontecer só depois das eleições, o prazo mínimo da Anvisa para conceder um registro é de pelo menos seis meses. A Anvisa também cogita editar novas resoluções. “Cumpre destacar que deverá ser proposta uma nova resolução para que a venda da sibutramina continue com regras rígidas e para que os anfetamínicos só voltem ao mercado após apresentarem estudos de efetividade e segurança”, informou a agência, em nota.

A decisão do Senado, tomada na sessão de terça-feira, foi apoiada pela maioria das sociedades médicas, que defendem a venda dos remédios no mercado, inclusive pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem), e por pacientes. O comerciante Anderson de Almeida Masson, 39 anos, luta contra a obesidade faz cinco anos. Medindo 1,80m, ele já chegou a pesar 150kg. Há quatro anos, quando já estava hipertenso e com diabetes, Anderson procurou tratamento. À época, os anfetamínicos eram liberados e Anderson tomou a anfepramona. “Quando procurei, eu estava a beira de morrer. Fiz vários exames. Meu cardiologista disse para eu fazer a cirurgia bariátrica ou o tratamento. Cheguei no médico pesando 146kg e, em seis meses, fui para 92kg”, conta.

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Logo após a proibição da Anvisa, Masson tentou tratamento com outros remédios, associados a dieta e ao exercício físico, mas não obteve sucesso e voltou a engordar. No início deste ano, de volta aos 136kg, ele procurou novamente ajuda e emagreceu cerca de 20kg. “O médico disse que não passo dos 50 anos. Se os medicamentos não voltarem, vou recorrer à cirurgia bariátrica, o que para mim é complexo. Vou ter de juntar dinheiro e é muito difícil ficar sem trabalhar”, diz.

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