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Vazamento de gabarito do Enem é investigado pela PF

Por meio de um mecanismo avançado de escuta, um homem, que estava do lado de fora do colégio, teria repassado as respostas das provas exatamente no momento em que o exame era aplicado

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postado em 13/11/2016 21:50 / atualizado em 13/11/2016 22:40

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

As investigações sobre a suposta fraude nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ocorridas no fim de semana passado, tiveram novos desdobramentos. De acordo com uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, a Polícia Federal apura, agora, o vazamento do gabarito das provas de ciências humanas e ciências da natureza. Por meio de um mecanismo avançado de escuta, um homem, que estava do lado de fora do colégio, teria repassado  as respostas das provas exatamente no momento em que o exame era aplicado.

 

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O gabarito teria chegado às mãos de um informante seis minutos depois de os portões terem se fechado. Em meia-hora, o homem já estava posicionado em sede própria, pronto a passar as respostas corretas aos candidatos. A quadrilha, que atuava em Montes Claros (MG), teria conseguido o gabarito das provas de cor azul. As provas do Enem são divididas por cores. As questões em todas elas são iguais, o que muda é apenas a ordem em que elas aparecem.

 

Antônio Lima Rodrigues, que fez a prova em Fortaleza (CE) foi um dos candidatos que teria recebido as resposts do informante. Ele foi preso pela Polícia Federal, que acompanha o caso há duas semanas, desde uma denúncia feita anonimamente. Em depoimento, Rodrigues revelou que ele teria pago R$ 50 mil pelas respostas.


O ministro da Educação, Mendonça Filho, reforçou que o Enem 2016 não foi prejudicado, já que a Polícia Federal foi capaz de identificar as tentativas de fraude. O delegado responsável pela operação, no entanto, lembrou que houve falha na segurança dos locais de provas. O equipamento de escuta deveria ter sido identificado e retido, o que não aconteceu. Este ano, 8 milhões de alunos estavam inscritos no exame. Cerca de 200 mil farão as provas nos dias 3 e 4 de dezembro, por conta das ocupações escolares.

 

Desdobramentos

Onze pessoas foram presas no domingo passado (6/11), em duas operações deflagradas também pela Polícia Federal. As ações aconteceram no Maranhão, no Piauí, no Ceará, na Paraíba, em Tocantins, no Amapá, no Pará e em Minas Gerais. No total, foram cumpridos 50 mandados judiciais.

A primeira operação, denominada Embuste, ocorreu em Minas, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar processos seletivos para ingresso no ensino superior sem o cumprimento dos requisitos legais. De acordo com a PF, foram cumpridos 28 mandados judiciais simultâneos, todos expedidos pela Justiça de Montes Claros, mas não houve prisões.

A segunda operação, chamada Jogo Limpo, foi realizada nos demais Estados, também para evitar fraudes. Foram cumpridos 22 mandados judiciais, com 11 prisões. Segundo a PF, com base na análise de gabaritos apresentados em anos anteriores, a polícia, em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), identificou 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude e que fariam a prova novamente neste ano.
 

 

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