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Cidade de Deus: familiares acusam Bope de execução

Após reconhecerem as sete vítimas mortas na Cidade de Deus, parentes pedem investigação rigorosa. Um dos jovens tinha ferimento de objeto "perfuro-cortante". Corpos foram achados próximo ao local onde caiu um helicóptero da polícia

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postado em 22/11/2016 06:03

As famílias das vítimas mortas na Cidade de Deus na madrugada de sábado (19/11) foram nesta segunda-feira (21) ao Instituto Médico Legal fazer o reconhecimento dos corpos. A declaração de óbito de Leonardo Martins da Silva Júnior, de 22 anos, um dos sete mortos após operação policial na favela, mostra que ele teve ferimentos por objeto “perfuro-cortante”. Para o pai, o pastor Leonardo Martins da Silva, de 45 anos, não há dúvida de que o filho foi executado. “É execução. Ele não tinha apenas ferimento a bala. Ele foi esfaqueado”, afirmou.
A madrasta dele reagiu inconformada. “Eu não estou aqui para defender criminoso. Ele era traficante. Mas o policial se formou para fazer o bem. Por que não o prenderam?”, indagou Leila Martins da Silva, de 50 anos. Os corpos foram encontrados por moradores na manhã de domingo em uma mata, perto da favela Cidade de Deus. As outras vítimas identificadas são Leonardo Camilo da Silva, de 30 anos, Rogério Alberto de Carvalho, de 34, Marlon César Jesus de Araújo, de 22, Robert Souza dos Anjos, de 24, Renan da Silva Monteiro, de 20; e um adolescente de 17 anos.

O delegado da Divisão de Homicídios, Fabio Cardoso, levantou a hipótese de os sete jovens terem sido mortos por milicianos da favela Gardênia Azul. Os dois grupos vinham se enfrentando desde a última quinta-feira. O pai de Leonardo não acredita nessa possibilidade. “O último confronto aconteceu na sexta-feira. Meu filho foi morto na madrugada de domingo, na mata. O Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) estava na mata”, acusou. Ele espera que as mortes sejam investigadas.

De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado na Delegacia de Homicídios para apurar as circunstâncias do ocorrido. Enquanto as famílias dos mortos estavam no Instituto Médico Legal, chegou a informação de que a polícia havia entrado na casa de uma delas e revistado o imóvel. O grupo deixou o IML às pressas.

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