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Jovem denuncia tentativa de estupro durante sessão de cinema, em Recife

Delegada Inalva Regina, gestora do Departamento de Polícia da Mulher deve ouvir depoimento da jovem na tarde desta quinta-feira

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postado em 24/11/2016 17:15


A delegada Inalva Regina, gestora do Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL) deve ouvir na tarde desta quinta-feira o depoimento de uma estudante que denunciou à polícia e pela redes sociais, ter sido vítima de uma tentativa de estupro na tarde desta quarta-feira dentro de uma sala de cinema do Shopping Boa Vista, no Recife. Segundo ela, cerca de meia hora após o início da a sessão do filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam", um homem chegou ao local e, depois de subir e descer as escadas várias vezes, sentou-se ao seu lado e começou a encostar o braço e a perna na estudante, que se afastava.
 
"Decidi então, observar do que realmente se tratava pra tomar alguma atitude e foi aí que senti o que nunca imaginei que sentiria, na teoria achava que se sofresse abuso, eu faria tudo, menos me sentir como me senti! O homem que estava ao meu lado, colocou a bolsa dele por cima da mão esquerda que faziam movimentos (provavelmente se tocando) e com a direita ele começou a tocar a minha perna. O chão sumiu. O coração acelerou. A mão tremeu. A voz sumiu. Me senti vitima, me senti suja, me senti violada, me senti de um tamanho mínimo. Ele subiu a mão por baixo da minha saia e foi ali, bem naquele momento que tirei forças de onde até agora não sei e nem sabia que tinha! Eu levantei eu gritei, eu berrei, eu xinguei, eu fiz um escarcéu, eu batia nele com todas as minhas forças, com todo o ódio que sentia naquele momento, o chamei de todos os nomes possíveis e só me arrependo de não ter xingado mais, de não ter batido mais, mas a sensação pior ainda estava por vir!", desabafou Karol Galvão, em sua página pessoal no Facebook.

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A estudante conta que chocou-se ao ver que as pessoas presentes não foram ao seu socorro, mas riam, filmavam o fato e pediam calma, negando-se, segundo ela, a servirem de testemunhas, enquanto o suspeito alegava que a jovem teria problemas mentais. A equipe do shopping encaminhou os dois a uma sala, enquanto a polícia era acionada, sendo ambos levados para a Delegacia da Mulher. "Na delegacia da mulher, imaginava ser atendida por uma, assim que entrei só via homens, que me ouviam como se o meu relato fosse algo indigno de ser conduzido até a delegacia, finalmente consegui ser ouvida por uma mulher, ouvi que não poderia dar continuidade a queixa na delegacia da mulher porque lá só atendiam a casos que se enquadravam na lei maria da penha, a minha revolta só aumentava! Fomos encaminhados a delegacia de flagrante de Santo Amaro, mais uma vez obrigada a ir ao lado daquele homem, pensei que finalmente resolveríamos o caso, ao chegar, a delegacia não tinha delegados, precisaria no mínimo esperar 4 horas pra ser atendida, todo mundo quis me convencer a não esperar, a desistir, um dos policiais em questão, inclusive, me disse 'sabe que isso não vai dar em nada, né? Sabe que vai demorar?' e a todo tempo reclamava porque o horário de serviço dele já havia encerrado e ele tinha que estar ali, um caso tão fútil, né? o cara só passou a mão na garota enquanto se masturbava!", denunciou.
 
Depois de quatro horas e meia, a jovem concluiu o boletim de ocorrência e aguarda a tomada de providências contra o suspeito. Em nota, a Polícia Militar disse que a ocorrência foi atendida pelo 16º Batalhão, que autuou o acusado por Importuno Ofensivo ao Pudor e encaminhou os envolvidos até a delegacia para a tomada de providências legais. A corporação acrescentou que vai apurar as denúncias da jovem contra o efetivo.  A delegada Inalva Regina deve se pronunciar após a ouvida da estudante.

Por Diário de Pernambuco

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Vaneide
Vaneide - 24 de Novembro às 21:07
Coitada de você, porque não chamaram a polícia?

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