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Especialista explica possíveis causas para queda do avião da Chapecoense

Condições meteorológicas pouco favoráveis, pane elétrica e falta de combustível são hipóteses para o acidente que matou 75 pessoas

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postado em 29/11/2016 15:34 / atualizado em 29/11/2016 16:21

Hellen Leite

AFP / STR / Raul ARBOLEDA


Em meio as especulações sobre o que teria acontecido com a aeronave que caiu nesta terça-feira, (29/11), vitimando 75 pessoas a caminho da Colômbia para o jogo da Chapecoense, ganham força as hipóteses de falha elétrica e "pane seca", que é a falta de combustível no avião. Oitenta e uma pessoas estavam a bordo, sendo 72 passageiros, sete tripulantes e dois pilotos. Apenas seis sobreviveram.

De acordo com o mestre em meteorologia aeronáutica e piloto de avião Ivan Bitar, acidentes aéreos sempre acontecem por uma sequência de falhas. Para ele, os movimentos circulares realizados pela aeronave antes da queda podem indicar uma busca por solução mediante algum problema técnico. Nesse caso, a estratégia teria dado errado porque a nave teria ficado sem combustível antes de chegar ao destino.

 

"Eu acredito que o piloto detectou a falha elétrica e procurou uma área para despejar combustível, para evitar que, no caso de um pouso forçado, o avião explodisse no impacto com o solo. Mas, infelizmente, eles não conseguiram chegar a Medellín”, explica.

Bitar não descarta também que as condições meteorológicas desfavoráveis foram um agravante para o acidente. "O piloto não deveria ter uma referência visual tão boa, porque era noite, então não deu tempo de chegar em uma clareira. O local era desnivelado, e o impacto foi muito forte. Isso foi o que acabou matando as pessoas”, diz

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Segundo Bitar, o tempo de uso da aeronave não é um fator que possa ter contribuído para a tragédia. "O avião era seguro. Por muitos anos, as companhias aéreas operavam aeronaves do fim da década de 1960. Claro que é melhor ter uma aeronave mais moderna, mas, se você tiver um avião antigo, com as manutenções em dia, não há problema", esclarece. O modelo BAe 146, da British Aerospace, era usado para rotas regionais em pistas curtas e tinha 17 anos, de acordo com sites especializados em aviação.

Anac

A Chapecoense tentou fretar o voo da LaMia direto para Medellín a partir do Brasil, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não autorizou o procedimento com base no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer) e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre países.

"O acordo com a Bolívia, país originário da companhia aérea LaMia, não prevê operações como a solicitada", afirmou em nota oficial. "A Anac se solidariza com os familiares das vítimas do acidente ocorrido nesta madrugada, 29/11, com o time da Chapecoense, nas proximidades de Medellín, na Colômbia", acrescentou a agência.

Confira a trajetória do voo da Chapecoense

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