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Correio Braziliense

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Motoboy relembra carreira do irmão radialista, morto em tragédia aérea

Bráulio Ebeliny conta que Edson Luiz, o Picolé, havia falado que trabalharia duro na profissão que escolheu para tirá-lo da vida de motoboy

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postado em 30/11/2016 12:52 / atualizado em 30/11/2016 13:34

Marcos Paulo Lima , Breno Fortes , Enviados Especiais /

Breno Fortes/CA/DA Press
 
Chapecó (SC) — Com um olhar distante em direção ao gramado da Arena Condá, roupa de motoqueiro e capacete branco na mão esquerda, Bráulio Ebeliny procura com um olhar distante em direção à linha lateral pelo irmão radialista, Edson Luiz, o Picolé, setorista da Chapecoense na Rádio Condá. O repórter é um dos mortos na tragédia da Colômbia.

"Estou aqui lembrando que eu dava pezinho pra ele pular o muro e entrar no estádio para ver a Chapecoense jogar. Ele dizia pra mim que, um dia, não precisaria mais pular o muro porque estaria à beira do campo, como repórter.

Edson Luiz cumpriu a promessa. Mas não deu tempo de quitar uma outra dívida com irmão. "O Picolé disse que ia trabalhar duro e ganhar bem para me tirar das ruas. Sou motoboy e ofereço também serviço de mototáxi. Levo gente pra lá e pra cá. Ele sempre disse que é perigoso. Não deu tempo".

Além de continuar trabalhando duro na moto, Bráulio assumiu outra função: cuidar das emoções de dona Eduema da Silva. "A minha mãe chorou muito nesta noite. Disse que preferia ter um filho carpindo a rua do que morto", relata, inconsolável. 

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