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Chapecó se prepara para velório coletivo

Bombeiros e policiais simulam a chegada dos corpos das vítimas da queda do avião da Chapecoense. Ensaio emociona familiares e amigos

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postado em 30/11/2016 17:01 / atualizado em 30/11/2016 21:03

Marcos Paulo Lima - Enviado especial , Breno Fortes (Fotos) - Enviado espacial

Chapecó (SC) — A Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, agentes de trânsito e outras autoridades de segurança de Chapecó fizeram uma simulação na tarde desta quarta-feira (30) para a chegada dos corpos das vítimas da tragédia de Medellín.


A diretoria da Chapecoense e os órgãos de segurança locais estimam que o velório coletivo das vítimas da tragédia de Medellín, no gramado da Arena Condá, receberá 100 mil pessoas, quase metade da população da cidade, que é de 210 mil.


A ação começou no aeroporto Serafim Enoss Bertaso, passou pelas principais ruas e chegou até a Arena Condá, casa da Chapecoense.

 

 

Arranjos de flores

 

No ensaio, com a presença de familiares da vítimas e de torcedores, foram usados batedores e viaturas do Corpo de Bombeiros e da polícia. No estádio, cadeiras e tablados para o posicionamento dos caixões no velório coletivo, que será no gramado do estádio, arranjos e coroas de flores.

Algumas viúvas, filhos e parentes de jogadores não suportaram e choraram próximo ao vestiário, onde a Chapecoense destinou um local exclusivo para os familiares.

Ainda não há uma data definida para o translado dos corpos de Medellín para o Brasil. A expectativa é que a chegada a Chapecó seja na sexta-feira ou no mais tardar, no sábado. Uma entrevista coletiva com diretores da Chapecoense nesta tarde deve dar mais detalhes.

 

Choro

 

Durante a simulação no velório no gramado da Arena Condá, houve música fúnebre, cadeiras brancas, arranjos, coroas e preocupação até com hipótese de chuva. Torcedores e familiares acompanharam. Viúvas, como a mulher do meia Cleber Santana, com passagens por Atlético de Madri, Santos e Flamengo, Rosângela Loureiro, não suportaram a cena e choraram na entrada do vestiário da Arena Condá, onde a Chapecoense destinou uma área exclusiva para familiares e amigos da vítimas.

Rosângela Loureiro revelou que contava os dias para uma viagem coletiva de casais da Chapecoense à paradisíaca Punta Cana, na República Dominicana. Ela e o marido ficariam dois dias no Rio antes do embarque para o país centro-americano.

Os integrantes da caravana haviam combinado de fazer uma tatuagem. O desenho escolhido era um coração e um avião. "Esse coração era para celebrar uma viagem que faríamos para Punta Cana, dia 9 de dezembro. Íamos nós, a família do Thiego, do Thiago Luis, do Silvinho, que já saiu, Dener, Filipe Machado, o Kempes, ia todo mundo. E todos nós fizemos a mesma tatuagem, o coração e o avião", contou Rosângela Loureiro.

A viúva de Cleber Santana explicou a escolha. "Queríamos fazer a marca da gente. Não teve a viagem, mas ficamos com o coração. Ficou a lembrança. Depois cada um ia para um clube diferente por causa da abertura do mercado, ficaria a marca da viagem a Punta Cana", disse.

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