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Correio Braziliense

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Em noite de homenagens, cidade de Chapecó canta à sua dor infinita

Cidade parou, em noite emocionada e atípica, para prestar condolências às vítimas da tragédia em Medellín.

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postado em 01/12/2016 09:01 / atualizado em 01/12/2016 12:16

Breno Fortes/CB/D.A Press
 

Chapecó, Brasil - Depois de dois dias na escuridão, Chapecó se uniu nesta quarta-feira (30/11), com tambores, bandeiras e cantos em memória a um time que já não está presente, mas que nunca será esquecido na Arena Condá. Um estádio lotado com jovens cantando os hinos de seus guerreiros, inundado de verde e branco.

"A equipe era nossa cidade, nossa alegria do fim de semana, era algo inexplicável para nós. Acredito que, de alguma maneira, a partida da semana passada foi uma despedida", afirmou emocionado Ghetly Ranzan, um funcionário de 37 anos que ainda se recorda do primeiro encontro do Chapecoense, ao qual assistiu, em 1985.

No campo, três pastores iniciaram suas orações frente a um altar onde brilhava a taça do Campeonato Catarinense, a vitória com a qual o "Furacão do Oeste" começou um ano que seria seu. Na primeira fila da cerimônia, famílias devastadas ouviam as orações, enquanto milhares de celulares iluminavam o céu.

"Não conseguia dormir naquele dia, porque estava muito nervosa, não sabia o que estava acontecendo comigo. Quando eu soube, parecia mentira. Não consigo acreditar que morreram, ainda não caiu a ficha", disse Marta Sonia Morais à AFP, uma dona de casa de 54 anos que, ao lado do marido, um fã apaixonado da equipe, não perdia uma partida.

As crianças das categorias de base deram a volta no estádio sob aplausos. Alguns choravam, enquanto corriam com seus uniformes verdes, saltando e acenando orgulhosos para a multidão. No telão, desfilaram o time escalado, os diretores e funcionários que ajudaram a reconstruir o clube e os jornalistas, as vítimas dessa tragédia, recebidas aos gritos de "campeões, campeões!" na Arena Condá.

Entre os cartazes de homenagem expostos em uma das entradas do estádio, um se destacava: "não é e nunca será apenas futebol. Juntos somos mais do que 11".

 

Por France Presse

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