Ruas devem ficar cheias, mas crise das polícias assombra carnaval

No Espírito Santo, 16 municípios do sul do estado tiveram a folia cancelada pelo risco da falta de policiamento nas ruas

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postado em 21/02/2017 06:00 / atualizado em 21/02/2017 06:57

Yasuyoshi Chiba/AFP

 

A menos de semana para a festa de Momo, a grande presença de foliões engrossando os blocos que se espalharam por diversas cidades no fim de semana que passou faz crer que o carnaval de 2017 será recordista de público. No Rio, as praias esvaziaram. Na capital paulista, o povo correu atrás dos blocos em número quase três vezes maior do que a prefeitura calculava.


“A situação ficou fora de controle”, admitiu o secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, referindo-se aos tumultos provocados pelo trânsito bloqueado e à dificuldade na dispersão do povo ao fim da festa.

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Ainda mais fora do ritmo da democrática, boa e barata diversão, principalmente em tempos de insegurança econômica, a crise das polícias — responsáveis por garantir a segurança de quem só quer se divertir — tem causado preocupações. Até o momento, a medida mais drástica foi tomada no Espírito Santo, com o cancelamento da festa popular em pelo menos 16 municípios do sul do estado. Em Anchieta, o prefeito Fabrício Petrit pediu a compreensão da população na expectativa “da imediata resolução da crise que afeta a segurança das nossas famílias”, referindo-se à falta de policiamento nas ruas.


Em um cenário em que o efetivo do policiamento ainda não retornou totalmente, o melhor “é mesmo evitar a realização de eventos como o carnaval”, ponderou o coronel José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança. Ele se refere ao movimento deflagrado no começo do mês com aquartelamento da maioria dos 10 mil policiais militares do estado e total ausência de policiamento nas ruas.


Em 10 dias de motim, foram registradas 143 mortes violentas na onda de crimes que se espalhou pela Grande Vitória e cidades do interior, informou a Secretaria de Segurança do Espírito Santo. Durante todo o mês de fevereiro de 2016, o estado registrou 122 homicídios. Na esteira do movimento deflagrado em terras capixabas, as manifestações de familiares de policiais nas portas dos batalhões repercutiu também no Rio de Janeiro e na Bahia.

 

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