No Rio, 5 das 32 vítimas de acidentes em alegorias seguem internadas

Informações preliminares da Polícia Civil apontam que parte da estrutura do carro alegórico cedeu

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postado em 28/02/2017 18:16 / atualizado em 28/02/2017 18:56

Vanderlei Almeida/AFP
 
Cinco das 32 vítimas nos dois acidentes com os carros alegóricos das escolas Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti seguiam internadas na tarde desta terça (28), sem previsão de alta médica. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, das três vítimas da Paraíso, o caso mais grave é de Maria de Lurdes de Moura, de 58 anos, que respira por aparelhos. Ela está no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio. Já Elisabeth Ferreira Jofre, de 55 anos, e Lucia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, apresentam quadro estável. Já as duas vítimas do acidente que envolveu a escola tijucana estão estáveis.

Hoje (28), o carro da Paraíso foi levado novamente para a Sapucaí, onde passou por uma nova perícia. Ele está com a roda que dá direção ao carro, apelidada "roda maluca", quebrada. O carro da Unidos da Tijuca também passou por perícia, na Cidade do Samba. O acidente deixou 12 feridos.

Informações preliminares da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, apontam que parte da estrutura do carro alegórico cedeu. Foi feito um exame de engenharia por peritos da Polícia Civil. Há a suspeita de que tenha ocorrido excesso de peso na estrutura do carro que desabou. Um dos diretores da Unidos da Tijuca já prestou depoimento ontem para a Polícia Civil.

Um representante da empresa responsável pelo carro alegórico também foi ouvido. Segundo a Polícia, "todas as possíveis causas do acidente serão investigadas e diversas diligências estão em andamento com o fim de esclarecer o caso."

A Unidos da Tijuca afirmou em nota que "nesse momento, preocupa-se em dar toda assistência aos envolvidos no acidente. As causas serão devidamente apuradas e será fornecida toda a colaboração necessária às investigações".

Já a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), que promove o desfile, emitiu nota afirmando que manifesta sua preocupação com os episódios ocorridos nos desfiles. "Em 33 anos de existência do Sambódromo, inaugurado em 1984, houve poucas ocorrências dessa natureza envolvendo carros alegóricos. A entidade aguarda a conclusão da perícia para esclarecer as causas, dando todo suporte institucional e operacional. A Liesa lamenta profundamente os ocorridos (sic) e informa que se reunirá com todas as agremiações para realizar os ajustes que se fizerem necessários, buscando sempre o aprimoramento do espetáculo", afirmou.

O Corpo de Bombeiros informou que realiza vistoria nos carros alegóricos uma semana antes do desfile e no dia do desfile, antes de entrarem na avenida. A corporação também informou que as alegorias devem cumprir requisitos relacionados à prevenção contra incêndio e pânico e apresentar um documento chamado Anotação de Responsabilidade Técnica das instalações elétricas, por exemplo, que são assinadas por engenheiros.
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