SP: enfermeiro é afastado após suspeita de agressão contra idosa de 78 anos

O Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP) informou ter aberto uma sindicância para apurar o caso

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postado em 18/04/2017 14:27

Internada na Unidade de Terapia Intensivo (UTI), a paciente Thereza de Jesus Garcia, de 78 anos, foi encontrada com hematomas no rosto pela equipe do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) na manhã de domingo (16/4). De acordo com relatos de familiares nas redes sociais, a idosa teria levado tapas, socos e puxões de cabelo de um enfermeiro que a teria xingado após ela pedir um copo de água. A instituição fica localizada no bairro da Aclimação, na zona sul de São Paulo. 

Em nota, o HSPM afirmou ter afastado o enfermeiro, que trabalhava no plantão noturno e era servidor da instituição havia 27 anos. De acordo o hospital, foi aberta uma sindicância administrativa para apurar o que ocorreu. "Caso seja comprovada a agressão, serão tomadas as medidas cabíveis, como advertência, suspensão ou até mesmo exoneração do funcionário", atestou.
 
 
Também em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP) informou ter aberto uma sindicância para apurar o caso. Se forem constatados "indícios de infração ética", será aberto um processo ético-profissional, que ouvirá a versão do enfermeiro. "As penalidades previstas na Lei 5.905/73, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão", indicou.

Nas redes sociais, familiares da idosa compartilharam imagens da agressão e desabafaram sobre o ocorrido. "Ela está com medo, está pensando que ele vai voltar e matar ela", escreveu a filha Hedilaine Aparecida Garcia, que relatou que a mãe está lúcida e lembra de tudo o que ocorreu.

Segunda a neta Bruna Garcia, Thereza estava internada na UTI após ter passado por uma cirurgia na perna, o que a impossibilitava de levantar sozinha da cama para buscar um copo de água. 

"Esse ser não pode ser chamado de profissional e não merece o avental que o veste. Conheço a minha avó: ela não seria capaz de mentir. (...) Temos testemunhas que comprovam o comportamento desse enfermeiro antes das agressões na data do acontecimento. As providências serão tomadas a hora desse 'ser humano' se é que posso chamá-lo disso", postou.

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