Maia reconhece erros sobre reforma trabalhista e cobra mais atenção

Maia disse que a base governista está estudando a apresentação de um novo requerimento de urgência para tramitação do projeto

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postado em 19/04/2017 12:51

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou na manhã desta quarta-feira (19/4), a reconhecer erros na votação do requerimento de urgência para apreciação da reforma trabalhista e disse prever uma "bela votação" do mérito da proposta quando o texto vier ao plenário. Ao analisar a rejeição do requerimento, Maia disse que é preciso mais atenção nas próximas votações.

"A gente precisa ficar mais atento às votações para não levar susto, mas ontem (18/4) à noite mesmo a gente recompôs o resultado (na votação da recuperação fiscal dos Estados) e acho que daqui para frente as coisas vão caminhar bem", avaliou.

Maia disse que a base governista está estudando a apresentação de um novo requerimento de urgência para tramitação do projeto. De acordo com ele, não houve traição entre os aliados na votação que derrotou o governo, mas sim "divergências". "As pessoas não são obrigadas a dizer amém para o governo. Então cabe também àqueles que são a favor do projeto convencer aqueles da base que são contra", concluiu.

Para Maia, se o resultado da votação foi diferente do esperado é porque os governistas erraram, incluindo ele, que encerrou a votação mais cedo. Maia disse que o erro foi não ter conversado com mais deputados que acabaram votando contra o requerimento. 

Ele negou que a votação tenha acendido o sinal de alerta no governo. "A gente vai aprovar a reforma trabalhista com uma margem muito grande de votos. Acho que foi só um problema momentâneo, mas a gente está ajustando a base", previu.
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Edison
Edison - 19 de Abril às 14:39
Ontem li matéria sobre as ditas reformas na CLT neste site. Sempre fui contra o imposto sindical. As Centrais, sindicatos, federações, etc. recebem e não prestam conta, bem como ao longo do tempo verifica-se que na maioria das vezes atendem muito mais ao interesse patronal do que a do trabalhador. Acabar ou tornar opcional o "Imposto" Sindical entendo como aceitável, pois me permitirá negar. Não quero pagar e tenho histórico para embasar tal decisão. Agora tornar a contribuição assistencial como obrigatória para quem é ou não sindicalizado me leva a dizer que isto é simplesmente um ato de renomeação. Ainda continuaremos a ser obrigados a contribuir. Isto não é democrático. Que evolução é esta!