Operação em Brasília e Goiás mira suspeitos de fraudes no INSS

A PF estima que o prejuízo à Previdência Social é de R$ 5 milhões de reais

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postado em 06/06/2017 08:29 / atualizado em 06/06/2017 08:50

Uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, (6/6), desarticulou uma organização criminosa que fraudava benefícios previdenciários de pensão por morte e aposentadorias. As ações causaram prejuízo atual para os cofres da Previdência Social de aproximadamente R$ 5 milhões, considerando 67 benefícios analisados. Estima-se que o prejuízo evitado é de R$ 10 milhões.

 

A operação Oruza cumpre 113 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e 76 mandados de condução coercitiva em Brasília/DF e nas cidades de Niquelândia, Padre Bernardo, Vila Propicio, Porangatu, Trombas, Montividiu do Norte, Mutunópolis, Colinas do Sul e Formoso, todas do estado de Goiás.

 

As investigações tiveram início há cerca de dois anos a partir da identificação de fraudes em concessões irregulares de benefícios rurais para o pagamento de pensão por morte com recebimento de valores retroativos. Foi identificado que a quadrilha adulterava a documentação com declarações falsas emitidas por fazendeiros e sindicatos dos trabalhadores rurais.

 

Oito sindicatos, cinco advogados e três servidores do INSS, além de agenciadores, proprietários rurais, beneficiários e representantes legais estão sendo investigados. Entre eles, consta uma advogada que influenciou uma das beneficiárias do esquema a não denunciar a fraude depois que ela teria descoberto que recebera um valor muito abaixo do que realmente lhe deveria ter sido pago.

 

Chamou atenção dos investigadores o aumento de até 10 vezes nos valores dos requerimentos para benefícios de pensão por morte com pagamentos retroativos nas cidades alvo. As três agências investigadas teriam pago um montante de 25 milhões em benefícios, sendo que, em cada uma delas, a maioria das concessões estava centrada em um único servidor, que teria utilizado documentos falsificados, incluindo certidões de nascimento e de óbito de pessoas inexistentes.

 

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, fraude processual e organização criminosa.

 

Oruza

 

O nome da operação é de origem grega e está relacionado ao profissional plantador de arroz, visto que os requerimentos de benefícios previdenciários indicavam essa atividade.

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deusdede
deusdede - 06 de Junho às 11:58
Gostaria de saber como estão os processos da CLDF. Vai também acabar em pizza. Cadê o MPDF?