Operação Game Over da Fazenda de São Paulo investiga sonegação de impostos

Segundo a investigação, há indícios de que um grupo de 40 empresas estão envolvidas na fraude que movimentou, desde 2015, R$ 800 milhões em vendas de videogames

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postado em 09/06/2017 10:24

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo realizou nesta quinta-feira (8/6), a Operação Game Over, que investiga um esquema fraudulento de sonegação de impostos na venda de videogames no Estado. Segundo a investigação, há indícios de que um grupo de 40 empresas estão envolvidas na fraude que movimentou, desde 2015, R$ 800 milhões em vendas de videogames. O valor sonegado ao governo estadual pode chegar a R$ 250 milhões.

Segundo a reportagem apurou, os produtos que foram objeto de sonegação passaram por diversas empresas até chegar na B2W, grupo que controla grandes sites de comércio eletrônico, como Americanas.com e Submarino. 

Ainda não é possível afirmar, porém, se a empresa estava diretamente envolvida no esquema. "Ainda não sabemos se a B2W foi vítima ou se tinha alguma ligação com o esquema, por isso coletamos os documentos", diz Eduardo Mota, diretor adjunto de administração tributária da Secretaria da Fazenda.

Por meio de comunicado, a B2W afirmou que "está colaborando com as investigações, atendendo os pedidos das autoridades". Após o anúncio da Operação Game Over, as ações da B2W na Bolsa de Valores B3 chegaram a ter queda de 0,3%, mas encerraram o dia em alta de 0,08%, cotadas a R$ 12,85. 

A Secretaria da Fazenda não revela o nome das empresas que são alvo da operação, já que a investigação corre em sigilo, mas afirma que a B2W é a única grande varejista envolvida. Segundo Mota, equipes de informática forense visitaram a sede da B2W na manhã de ontem e coletaram arquivos digitais, assim como nas outras empresas que estão sendo investigadas. Os dados serão reunidos para avaliação.

A operação mobilizou cerca de cem agentes fiscais de seis delegacias tributárias e 70 policiais civis. No total, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em empresas, escritórios de contabilidade e residências, além de 12 ordens de fiscalização nas cidades de São Paulo, Osasco, Barueri, São Caetano e Guarulhos.
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