Crise afeta prática de atividade física; descubra alternativas baratas

Retração econômica e as altas mensalidades afastam brasileiros das academias, segundo mostra pesquisa inédita. A boa notícia é que é possível continuar se exercitando ao ar livre

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postado em 11/06/2017 08:00

Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 25/2/14
O mal do século em evidência. Embora estudos comprovem que a realização de atividades físicas previne o risco de doenças como infarto, câncer de cólon, diabetes e pressão alta, o sedentarismo segue crescendo. E uma das explicações disso é a crise econômica. O quadro ficou ainda  pior  com o estresse sendo associado ao agravamento das doenças. A recessão que se alastrou há dois anos impactou de diversas formas a vida dos brasileiros e provocou uma sensação de instabilidade que tem afetado diretamente a ociosidade física.
 

A estudante Lanna Sant’Anna, 22 anos, que o diga. Ela fazia academia de três a quatro vezes por semana, mas interrompeu as atividades devido à alta mensalidade. Para ela, o custo do pacote trimestral não compensava, uma vez que o custo-benefício do estabelecimento não condizia com os valores cobrados. “Agora, tento fazer os exercícios em casa ou em academias públicas sempre que posso”, diz.

Se tem uma regra para manter os exercícios, explica Lanna, é não ficar parada. “Faço, também, caminhadas aos fins de semana”, acrescenta. Outra alternativa encontrada foi participar de grupos que oferecem treinos aeróbicos a preços menores que as academias convencionais. “A crise me fez repensar como usar o dinheiro, e, por isso, acabei tendo que me adaptar ao que é de graça e aberto”, pondera.

O processo de deterioração da economia também impactou em cheio a vida da publicitária Luísa de Magalhães, 24. No entanto, diferente de Lanna, ela, que sempre foi muito ativa nas práticas esportivas, não conseguiu mais manter as atividades pelo arrocho no orçamento. “Gastava R$ 160 na academia e interrompi porque não conseguia mais continuar pagando esse valor”, lamenta ela, que interrompeu as atividades há três anos.

A crise devastou a iniciativa pela prática de atividades físicas. Segundo pesquisa da Sodexo Benefícios e Incentivos, 48% das pessoas assumem ter reduzido a frequência de exercícios devido à recessão. Além disso, 64% afirmam ter feito alguma adequação na rotina de exercícios. Alguns desses, no entanto, decidiram não ficar parados: 46% passaram a praticar atividades em parques e ruas, e outros 12% optaram por mudar de academia. Apenas 14% permaneceram na mesma academia, mas alteraram o plano. E 9% resolveram participar de algum programa esportivo gratuito.

Mesmo com a crise mudando a rotina de práticas físicas, poucas empresas brasileiras adotaram programas formais de incentivo às atividades para os trabalhadores. Embora os ganhos sejam ótimos para a saúde e  aprodutividade dos funcionários, 82,3% das companhias pesquisadas não oferecem programas de estímulo para os colaboradores se exercitarem. Há empresas, no entanto, que trabalham com programas de incentivo.

Sem grana

Os moradores do Distrito Federal podem encontrar boas oportunidades para se exercitar. Há, por exemplo, os Pontos de Encontro Comunitário (PEC), que ficam situados nos principais locais de convivência das Regiões Administrativas de Brasília, como no Parque Ecológico de Águas Claras, na Praça da Biblioteca, na QI 29 do Lago Sul, no Parque da Cidade, entre outros, além de cidades como Guará, Taguatinga, Samambaia, Cruzeiro e Arniqueira. Ao todo, são 191 PECs espalhadas por toda a capital federal. Outras opções podem ser encontradas em Centros Olímpicos e Paralímpicos dispostos no DF. Professores públicos oferecem aulas de diversas modalidades, como natação, hidroginástica, ginástica localizada, yoga, condicionamento físico, entre outras. A Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo também execute políticas públicas de incentivo à prática física.

* Estagiária sob supervisão de Leonardo Cavalcanti
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