Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação de sangue

De acordo com o órgão, apenas 1,8% da população brasileira doa sangue

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postado em 14/06/2017 18:48

Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press


No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no dia 14 de junho, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Doação de Sangue de 2017, para reforçar a importância do ato, incentivar a doação regular e convocar novos voluntários. De acordo com o órgão, 1,8% da população brasileira doa sangue. Com o slogan “Doe Sangue regularmente e ajude a quem precisa”, o evento foi realizado no Hemocentro de Brasília (FHB).
 
 
“Uma das prioridades do Ministério da Saúde é manter os estoques de sangue abastecidos. Uma doação pode beneficiar até quatro pessoas. Faremos uma ampla campanha para estimular a doação de sangue. O objetivo é mobilizar a sociedade e ampliar o número de doadores no Brasil”, disse o ministro Ricardo Barros, nesta quarta-feira, durante a solenidade.
 
Cerca de 3,5 milhões de pessoas realizam transfusão de sangue no país. O Brasil possui 27 hemocentros coordenadores e 500 serviços de coleta. O percentual de doadores de 1,8% da população está dentro do indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população - mas o Ministério da Saúde pretende aumentar esse número.
 
Adriano Franco, 22 anos, promotor de seguros do banco BRB, começou as doações quando ainda trabalhava no Exército Brasileiro e surgiu uma campanha para doar sangue a um oficial de outra organização militar. Seu sangue é o+, o tipo sanguíneo universal, que é compatível com todos os outros, “após a campanha eu comecei a doar independente de para quem seja. Da última vez que doei, há 2 meses, fiz meu cadastro para doação de medula óssea e estou aguardando ansioso para achar alguém que esteja necessitando da minha ajuda.”, afirma Franco. 
 
Esta época do ano é um período de baixa devido às condições climáticas, férias escolares e feriados de São João. Os doadores tendem a interromper as doações, afetando os estoques em todo o país. O objetivo da campanha é fortalecer a continuidade das doações.
 
“O sangue é insubstituível. Ainda não existe nenhum tipo de medicamento que possa substituir o sangue. E quem precisa, só consegue graças à generosidade de quem doa. O importante é doar regularmente, pois com o frio e a seca, a tendência é diminuir os estoques”, explicou o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.
 
O percentual de doadores do Distrito Federal é maior que o nacional, 2,5% da população doa sangue, de acordo com o Hemocentro de Brasília. Há três anos, a estudante de direito Mayara Santos da Silva Ribeiro, 26 anos, decidiu fazer o que considera muito mais do que um ato de amor ao próximo. “É uma oportunidade, uma chance de melhorar a vida de alguém, quem doa sangue, doa esperança. Se colocar no lugar do outro é uma tarefa árdua, mas necessária para lembrar que todos nós estamos vulneráveis a um dia estar num banco à espera de uma doação”, conta.
 
No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

Estagiárias sob supervisão de Leonardo Cavalcanti 

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