Campanha arrecada recursos para tratamento de onça cega em Jundiaí

Os dois filhotes foram levados à Mata Ciliar após terem sido atropelados em Tupã, no oeste paulista

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postado em 21/06/2017 14:46

Uma campanha na internet arrecada recursos para o tratamento de um filhote de onça-parda que ficou praticamente cego, após ser atingido pela lâmina de uma colhedora de cana, no interior de São Paulo. A oncinha, batizada de "Chico" por ser um espécime macho, está em tratamento na Associação Mata Ciliar, em Jundiaí. O filhote, que também teve o cérebro lesionado, já passou por cirurgias, mas ainda precisa de muitos cuidados. A associação precisa arrecadar R$ 70 mil para construir um recinto especial para a recuperação do felino.

No sábado (17/6), uma festa junina no "Arraiá do Chico" mobilizou centenas de pessoas e resultou na arrecadação de R$ 7,6 mil. Outros R$ 7 mil foram obtidos através da Campanha pelo Futuro do Chico, lançada no site da associação e replicada em redes sociais.
 

Uma conta foi aberta no Banco do Brasil para as doações, que vão beneficiar também a oncinha "Vicky", irmã do Chico. Os dois filhotes foram levados à Mata Ciliar após terem sido atropelados pela colhedora em Tupã, no oeste paulista. 

A oncinha fêmea não ficou ferida, mas os pais dos filhotes não foram encontrados, provavelmente afugentados pela máquina. "Chico", então com 40 dias, sofreu um forte profundo na cabeça e perdeu um olho. O outro olho ficou comprometido. Ele e "Vicky"foram transportados de avião fretado por empresários para a associação de Jundiaí. 

Antes da viagem, os filhotes foram atendidos por um veterinário. Mesmo com as sequelas do acidente, "Chico" aprendeu a andar e a viver ao ar livre. 

A Associação Mata Ciliar, entidade sem fins lucrativos, cuida há 30 anos de animais abandonados ou feridos. A maioria, após ser recuperada, é devolvida à natureza, como aconteceu no último sábado, 17, com a onça-parda "Ferreirinha". O jovem macho havia sido capturado na semana anterior em cima da árvore de uma residência, em Porto Ferreira, e, após ser tratada na associação, foi solta em uma mata na mesma região.
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