Quinze policiais rodoviários federais e quatro empresários são presos em MG

Além das prisões preventivas, os policiais federais e rodoviários federais que participam da Operação Domiciano também cumpriram 33 mandados judiciais de busca e apreensão expedidas pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de Uberlândia

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 22/06/2017 11:34

Quinze policiais rodoviários federais e quatro empresários foram detidos preventivamente, na manhã desta quinta-feira (22/6), no Triângulo Mineiro (MG). Os 19 presos são suspeitos de cobrar propina para não aplicar multas ou apreender os veículos de motoristas que cometiam irregularidades ao trafegar em rodovias da região.

Além das prisões preventivas, os policiais federais e rodoviários federais que participam da Operação Domiciano também cumpriram 33 mandados judiciais de busca e apreensão expedidas pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de Uberlândia. A operação, que ocorreu nas cidades de Uberlândia, Araguari, Monte Alegre, Canápolis, Itumbiara, Centralina e Delfinópolis, contou com a colaboração do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU).


Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações desenvolvidas a partir da apuração, iniciada em 2016, pela corregedoria da própria Polícia Rodoviária Federal, apontaram que os policiais rodoviários investigados solicitavam propina dos motoristas para não lavrar autos de infração e demais sanções administrativas cabíveis. Já os empresários e comerciantes são suspeitos de obter vantagens na relação com os policiais rodoviários, como prioridade na hora de atender a acidentes e ocorrências.

A CGU analisou a movimentação financeira e a evolução patrimonial dos acusados, bem como a relação destes com outras pessoas físicas e jurídicas, além de fornecer levantamento de indícios de ilícitos administrativos. Os presos foram encaminhados à Polícia Federal em Uberlândia e serão indiciados pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.