Policial é indiciado pela morte de estudante dentro de escola no Rio

O inquérito da polícia aponta que o policial assumiu o risco de matar algum inocente ao atirar contra os suspeitos

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postado em 26/06/2017 21:18

O cabo da Polícia Militar do Rio, Fábio Barros Dias, que atua no 41º Batalhão (Irajá), foi indiciado por homicídio pela morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, baleada dentro da escola em que estudava, em Acari (zona norte do Rio), em 30 de março. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 26, pela TV Globonews, que teve acesso ao relatório conclusivo do inquérito realizado pela Delegacia de Homicídios (DH) do Rio. Até as 19h45 a Polícia Civil não havia se manifestado sobre o fim da investigação.
 

Para a DH, Dias agiu com dolo eventual ao atirar contra os suspeitos, assumindo o risco de matar algum inocente, já que sabia da existência de uma escola perto do local do tiroteio e do risco de atingir alunos.

Maria Eduarda estava na quadra da Escola Municipal Daniel Piza, fazendo aula de Educação Física, quando começou um tiroteio entre policiais e criminosos nos arredores da unidade de ensino. Não houve tempo para a estudante se proteger: ela acabou atingida por tiros na cabeça e no tórax e morreu na hora.

O cabo Dias e o sargento David Centeno eram os policiais que confrontavam criminosos nas imediações da escola. Eles foram filmados atirando à queima-roupa contra Alexandre Santos Albuquerque e Júlio Cesar Ferreira de Jesus, supostos autores de roubos na região, quando os dois estavam deitados no chão, aparentemente feridos e imóveis, em frente à escola. Os dois suspeitos morreram.

Por esse crime, os dois policiais já foram denunciados pelo crime de homicídio doloso (intencional). Embora tenham sido presos logo após o episódio, eles foram autorizados pela Justiça a responder a esse processo em liberdade.

Pela morte da estudante, Centeno foi considerado inocente pela Polícia Civil, porque perícias indicaram que a bala que matou Maria Eduarda partiu da arma de Dias. Agora, caberá ao Ministério Público decidir se denuncia o cabo por mais esse homicídio e se pede novamente sua prisão.
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