PMs no Rio são investigados em esquema de corrupção com traficantes

Segundo a Operação Calabar, que ocorre hoje em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, policiais militares atuavam como "varejistas do crime", ofertando serviços a traficantes em troca de dinheiro

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postado em 29/06/2017 07:43

Quase uma centena de policiais que já esteve, e está, nas fileiras do efetivo do 7º Batalhão da Polícia Militar  (São Gonçalo) é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de fazerem parte de um esquema de recebimento de propina que rendia aproximadamente R$ 1 milhão por mês aos militares. Uma grande operação, batizada de Calabar, é realizada nesta manhã de quinta-feira (29/6) para prender 96 policiais militares, 70 traficantes e outros criminosos suspeitos de integrarem o esquema de corrupção no bairro localizado na Região Metropolitana do estado.

Segundo a investigação da Operação Calabar, os policiais militares atuavam como "varejistas do crime". Eles chegavam a ofertar serviços diversos a traficantes, como escoltar os chamados "bondes" de criminosos de um local a outro. A apuração da Polícia Civil indica que até armas da corporação, incluindo fuzis, eram alugadas aos traficantes.
 
Viaturas do batalhão circulavam pelas ruas de São Gonçalo, de quinta-feira a domingo, exclusivamente para recolher o "arrêgo", quantia paga por criminosos a policiais para não atrapalhar os negócios de bandidos. O valor cobrado pelos PMs variava entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil para cada equipe de policiais que estava de plantão.

Ao todo, 800 agentes e 110 delegados participam da ação de hoje, que, segundo a polícia, é a maior da história relativa a casos de corrupção envolvendo PMs e traficantes. Os policiais que forem presos irão responder por organização criminosa e corrupção passiva. Já os bandidos respondem por tráfico, organização criminosa e corrupção ativa. O nome Calabar é uma referência a Domingos Fernandes Calabar, considerado o maior traidor da história do país.

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