Protestos contra reformas no Rio causam mais de 45 km de congestionamento

O pico de congestionamento chegou a 72 quilômetros, por volta das 8 horas.

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postado em 30/06/2017 11:03

A prefeitura do Rio entrou em estágio de atenção, no início da manhã desta sexta-feira (30/6), por conta dos transtornos causados pelas manifestações contra as reformas trabalhista e da Previdência. Por volta das 9 horas, havia mais de 45 quilômetros de engarrafamento na cidade. O pico de congestionamento chegou a 72 quilômetros, por volta das 8 horas.

O estágio de atenção é um nível intermediário em uma escala de três, e indica há reflexos relevantes na mobilidade. Um dos locais mais afetados é a avenida Brasil, na zona norte. Somente na via, o trânsito chegou a acumular 24 quilômetros de extensão. A pista foi interditada no sentido Centro, na altura de Santa Cruz, e também no sentido zona oeste, na altura do Caju.

Por volta das 9 horas, manifestantes da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores e Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Rio ocuparam as duas faixas da Avenida 20 de Janeiro, na Ilha do Governador. Eles seguiam em direção ao Aeroporto Santos Dummont, no Aterro do Flamengo. Alguns carros seguiam pela via expressa do BR.

Os reflexos chegaram até a Linha Vermelha, onde no início da manhã manifestantes chegaram a atear fogo em lixo na pista, na altura do Hospital do Fundão. Às 6 horas, porém, o Centro de Operações afirmou que o sentido Centro foi totalmente liberado. Motoristas encontram congestionamento desde os acessos de Vigário Geral até o Parque das Missões, do aeroporto até o acesso à Ilha e no Caju.

A BR-10 também foi bloqueada na Avenida do Contorno, no início da manhã. O trânsito apresentou lentidão de sete quilômetros. Há lentidão também no Túnel Rebouças, no acesso para o Elevado Paulo de Frontin. 

A Prefeitura recomenda à popular utilizar transporte público, que funciona normalmente. O BRT TransCarioca Opera em intervalos regulares. 

A paralisação, que ocorre em vários estados do país, foi idealizada pela CUT, Força Sindical, UGT e outras sete centrais sindicais. Na pauta de reivindicações estão o fim da reforma trabalhista e da Previdência e a realização de eleições diretas para presidente.
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