Reforço de segurança em presídios provoca onda de ataques no Acre

O governo do Acre tem encontrado dificuldade em responsabilizar criminalmente as empresas que têm garantido o sinal, por não encontrar na legislação federal a tipificação do crime

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postado em 08/08/2017 13:28

A força-tarefa criada pelo governo do Acre para combater as facções criminosas na capital, Rio Branco, forçou atentados incendiários para o interior. Na madrugada desta terça-feira (8/8), três ônibus escolares do município de Porto Acre foram incendiados.


Em Senador Guiomard, cidade próxima à capital, uma fábrica de reciclados também foi incendiada. Em Tarauacá, município mais a oeste do Acre, foi registrada uma tentativa de incêndio a um ginásio esportivo, uma residência e um quiosque.

Nos últimos três dias, a polícia prendeu 29 pessoas. Outros 23 detentos foram transferidos para o presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves, localizado em Rio Branco.

Os atentados incendiários, de acordo Secretaria de Estado de Segurança, são entendidos como retaliação à instalação dos bloqueadores de sinal de celular feita na semana passada.

 

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O governo do Acre tem encontrado dificuldade em responsabilizar criminalmente as empresas que têm garantido o sinal, por não encontrar na legislação federal a tipificação do crime. O governo afirma que já espera esse tipo de reação.

A prefeitura de Rio Branco contabilizou os prejuízos para o transporte coletivo na capital. Desde o início do ano, já são nove ônibus com perda total em função dos incêndios. Nas contas da prefeitura, são R$ 2 milhões de prejuízos para as empresas.

 

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