Avião da FAB resgata brasileiros em ilha do Caribe atingida por furacão

Aeronave pousou em Brasília trazendo a bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano

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postado em 13/09/2017 08:46 / atualizado em 13/09/2017 09:35

FAB/Divulgação
 
A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou 14 pessoas na ilha de São Martinho, no Caribe, que ficou destruída após a passagem do furacão Irma no último dia 6. Era por volta de 1h30 desta quarta-feira (13/09) quando a aeronave pousou em Brasília trazendo a bordo sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um americano que não haviam conseguido deixar a ilha.

Segundo o Itamaraty, cerca de 32 brasileiros estavam na ilha, além de 22 em Tortola e 11 em Turcas e Caicos. As três ilhas foram praticamente destruídas após a passagem do furacão. O órgão brasileiro está em contato com as Embaixadas do Brasil na França, nos Países Baixos e no Reino Unido para pedir ajuda a esses países no resgate de todos os brasileiros. 
 

De acordo com um dos resgatados, o paulista Ricardo Passarelli, residente na ilha há mais de um ano, 95% do local ficou destruído. Ele conta que, nos primeiros dias, só aeronaves militares eram autorizadas a descer no aeroporto da ilha, que possui em torno de 95 mil habitantes. Como o saguão foi destruído, foram montadas tendas para que as pessoas pudessem esperar pelo próximo voo. “Eu estava em um quarto de hotel equipado com um bunker [abrigo] subterrâneo e, mesmo assim, entrou água até as canelas. O teto da casa em que eu morava não existe mais. Onde o furacão passou, derrubou tudo”, conta Ricardo.

Segundo outro brasileiro, o paranaense Helton Laufer, que morava em São Martinho há nove meses, ele era um dos poucos moradores da ilha que tinha acesso a sistemas de comunicação, sendo o elo entre quem precisava de ajuda e o Itamaraty. Ele explica que apesar dos avisos das autoridades locais, muitas pessoas acharam que o furacão não causaria tantos estragos e optaram por não evacuar a ilha. "O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos o quão forte seria, teríamos ido embora antes", diz Helton.

Na ilha, as operações comerciais no aeroporto estão sendo retomadas aos poucos, mas não há voos para o Brasil e, mesmo aqueles para outros países, partem lotados. 

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Wilson
Wilson - 13 de Setembro às 10:47
E nós patos pagando a aventura deles. Foram para gastar o dinheiro com turismo externo e agora o governo - por nossa conta- vai busca-los. Um belo incentivo ao turismo interno onde voce paga todos os seus custos, não tem ajudinha do governo. Ah, lembrando ninguem foi surpreendido pelo furacão todos sabiam que ele atingiria as ilhas, mas como turistas deitados e aproveitadores ficaram lá para aguardar uma ajudinha do resgate do governo. Repito e nós pagamos a conta., tenha certeza que não são brasileiros quaisquer são os caciques, os índios somos nós.