Tiroteios voltam a assustar moradores da favela da Rocinha no Rio

Rogério 157, atual "chefe" do tráfico na comunidade, ainda estar solto. Ele vem sendo procurado na Rocinha e em outras comunidades do Rio com ligação com a favela pela mata por quase duas semanas

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postado em 02/10/2017 09:49

Mauro PIMENTEL/AFP
As Forças Armadas deixaram a Rocinha, na zona sul do Rio, na sexta-feira (29/9) e, desde então, moradores relatam situação de tensão na favela. Na madrugada desta segunda-feira (2/10) houve tiroteio entre policiais, que permanecem no morro, e traficantes, e falta energia em algumas localidades.

No domingo (1º/10), também foram ouvidos tiros. "A situação continua tensa para nós. Com a saída das Forças Armadas, ninguém sabe o que vai acontecer, não conseguimos relaxar", desabafou uma moradora, que prefere não ter a identidade divulgada.

O principal motivo do medo é o fato de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, atual "chefe" do tráfico na comunidade, ainda estar solto. Ele vem sendo procurado na Rocinha e em outras comunidades do Rio com ligação com a favela pela mata por quase duas semanas.

O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, foi à Rocinha no fim da tarde de sexta-feira e afirmou que a polícia fará "seu máximo" para proteger a população local, mesmo diante da possibilidade de novos conflitos armados entre traficantes rivais. 

"Os moradores merecem todo o nosso empenho, a nossa dedicação. A população tem de ter a certeza de que nós estamos aqui para protegê-los, de que a polícia fará de tudo, o seu máximo", disse Sá, horas depois da saída das Forças Armadas.

A avaliação da cúpula da segurança do Rio é de que a operação dos militares, que durou uma semana, foi bem sucedida. O brigadeiro Ricardo José Campos, chefe do Estado-maior conjunto, declarou que a saída das tropas da favela depois de uma semana de operação foi definida diante da constatação de que "a situação estava estabilizada". 

Segundo o secretário Sá, os mil homens das Forças Armadas que participavam de bloqueios e revistas serão substituídos por 500 policiais militares. Eles farão operações de cerco em 15 pontos e de contenção em outros 14 pontos. Além disso, o Comando de Operações Especiais ficará no morro por tempo indeterminado, além dos policiais da Unidade de Polícia Pacificadora.
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