Estudante baleado por adolescente em escola de Goiânia recebe alta médica

O jovem de 13 anos estava internado desde o dia do ataque, onde outros dois alunos morreram e outros três ficaram feridos

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postado em 22/10/2017 10:58 / atualizado em 22/10/2017 16:22

 Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

 
Um dos estudantes baleado por um jovem de 14 anos no Colégio Goyases, em Goiânia (GO), recebeu alta médica na manhã deste domingo (22/10). A confirmação foi dada pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O adolescente de 13 anos estava internado desde sexta-feira (20/10) após ter sido ferido pelos disparos que atingiram outros cinco alunos da classe. Dois deles morreram. João Pedro Calembo e João Vítor Gomes, ambos de 13 anos, foram enterrados nesse sábado (21/10).
 

 
Após deixar a unidade médica, o jovem afirmou que não pretende voltar a estudar no Colégio Goyases e que sente "raiva" da escola, na qual foi atingido por um tiro nas costas. De acordo com a própria vítima, recentemente os pais dele foram chamados à escola por ele ter brigado com outro adolescente, que o acusou de bullying. "No meu caso, levei suspensão. O menino estava planejando há um tempo e ninguém notou nada ou chamou os pais dele?", questionou.
 

 

Outras três pessoas seguem internadas. A pedido dos familiares, o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) parou de passar informações sobre as duas menores feridas no mesmo episódio.

Ontem, a juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello acatou o pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO) e determinou a internação provisória, pelo prazo de 45 dias, do adolescente autor dos crimes. Esse é o prazo estimado para a conclusão do processo e a decisão da justiça. Conforme decisão, o jovem deverá se apresentar ao Juizado da Infância e Juventude na próxima segunda-feira (23/10). Desde o dia do atentado na unidade educacional, ele está na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

O promotor Cássio Sousa Lima, da vara criminal do Ministério Público em Goiânia, ouviu o rapaz na tarde de ontem. Ele estava acompanhado do pai, oficial da Polícia Militar, e da advogada. A internação máxima de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente é de três anos.

O ataque

O ataque ao colégio da capital goiana aconteceu no início da tarde de sexta-feira (2010). O adolescente entrou armado na escola onde estudava e abriu fogo contra os colegas. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luiz Gonzaga Junior, o ataque foi motivado por um suposto bullying do qual o suspeito era vítima. Ainda conforme Gonzaga Junior, o menor atirador disse, em depoimento, que pretendia matar apenas seu desafeto. Mas que, durante o ataque, sentiu vontade de matar mais pessoas. Neste momento, ele teria começado a disparar a esmo e acabou acertando, de maneira fatal, um amigo seu.

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