Quadrilha de fraude na compra de equipamentos de saúde é alvo da PF

Operação da Polícia Federal cumpre mandados judiciais em nove estados e no Distrito Federal. A investigação aponta fraude na compra de equipamentos de alto custo

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postado em 07/11/2017 08:48 / atualizado em 07/11/2017 13:19

Tânia Rêgo/Agência Brasil - 3/7/17
Vários empresários estão na mira da Polícia Federal (PF), que faz uma operação, na manhã desta terça-feira (7/11), contra um esquema de fraude em licitações para a compra de equipamentos de alto valor e grande custo para o sistema de saúde em Tocantins, os chamados OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). Cerca de 330 policiais federais foram às ruas para cumprir 137 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas (TRF1) na Operação Marcapasso. 
 
 
Do total de ordens a serem cumpridas, 12 são de prisão temporária, 41 de condução coercitiva contra empresários e 84 de busca e apreensão. Além de Tocantins, as buscas ocorrem em São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Fraude e produtos fora de validade

De acordo com a PF, a investigação foi iniciada após a prisão em flagrante de sócios da empresa Cardiomed Comércio e Representação de Produtos Médicos e Hospitalares LTDA-EPP, por fornecerem à Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais que tinham prazo de validade de esterilização vencidos. "No decorrer das investigações, veio à tona um vasto esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins mediante o direcionamento de processos licitatórios", afirmou a PF em nota.

Um dos itens que integravam alguns dos editais fraudados na área de cardiologia na rede pública de saúde do Estado do Tocantins é inclusive o que dá nome à operação, o marca-passo. O esquema criminoso possibilitava o fornecimento de vantagens ilícitas a empresas, médicos e empresários do ramo, bem como a funcionários públicos da área de saúde. Os investigados responderão à Justiça, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude  à licitação, associação criminosa, dentre outros.


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