Traficante Rogério 157 é preso em operação da polícia no Rio de Janeiro

Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, foi encontrado na ação que mobiliza 2,9 mil homens de várias corporações. Outro líder do tráfico, Reinaldo Santos de Sena, conhecido como Dedé da Mangueira, também é alvo da operação

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postado em 06/12/2017 07:59 / atualizado em 06/12/2017 14:04

Mauro Pimentel/AFP

 

Chefe do tráfico na Rocinha e apontado como um dos responsáveis pelo início da guerra na comunidade em setembro deste ano, Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, foi preso na manhã desta quarta-feira (6/12), na comunidade do Arará, no Rio de Janeiro. O traficante foi localizado durante uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal, da Força Nacional e das Forças Armadas em comunidades nos morros da Mangueira, do Tuiuti, de Mandela e Arará, na zona Norte do Rio de Janeiro.







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Desde que ficou foragido, Rogério 157 vinha circulando por várias comunidades. A prisão dele só foi possível, segundo as forças de segurança que participaram da ação, por conta de um compartilhamento de informações entre várias delegacias. Ele estava escondido em uma casa praticamente nos fundos da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, onde estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e outros envolvidos na Operação Calicute. À polícia, ele contou que estava escondido no Morro da Mangueira, em São Cristovão, segundo a delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, que participou da força-tarefa.

 

A decisão de ir para a favela do Arará foi tomada durante a madrugada de hoje, já que o traficante achava que "indo para lá não seria encontrado, porque o aparato policial não seria deslocado para uma comunidade pequena". Ao notar o cerco, ele ainda pulou o muro da casa onde se encontrava e se escondeu na residência ao lado, debaixo de uma cama. No depoimento, o traficante explicou que a casa era da prima dele, que morava sozinha. Ao ser abordado pelos policiais, ele deu o nome de Marcelo de Souza Silva, mas como não tinha documentos, os policiais perguntaram sobre o nome do pai da moradora, que ele não soube dizer.

 

Segundo a delegada, a partir daí, o criminoso caiu e contradição. Vendo que seria descoberto, ele chegou a oferecer propina aos policiais, ao falar que "tudo poderia ser resolvido em 20 minutos". Participaram da prisão agentes da 12ª  e da 13ª delegacias policiais, localizadas em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com a polícia, não houve tiros durante a prisão do traficante.


 

Nem no momento da prisão o traficante abriu mão da vaidade. As algemas dividiram espaço com um Rolex no pulso do criminoso, que também estava com as unhas pintadas e cabelo e barba cortados e aparados. Ao chegar à delegacia, vários policiais tiraram fotos ao lado do traficante. Em algumas das selfies, Rogério 157 até sorriu. As imagens, divulgadas em redes sociais, viralizaram na internet (veja a galeria de fotos). Rogério 157 será levado da Cidade da Polícia para o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde ficará à disposição da Justiça.

 

Ações desde a madrugada nas favelas

A ação contou com o apoio de 2,9 mil homens das corporações, que também teve a participação de mais de 4 mil agentes. Eles cumpriram mandados prisão e de busca e apreensão, contra acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. Informações sobre esconderijo de armas, drogas ou criminosos ainda podem ser dadas ao Disque Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177, que vai encaminhar os dados em tempo real ao comando da operação.

 

Desde a madrugada, os policiais iniciaram a operação, mas só depois das 6h é que os agentes começaram a entrar nas comunidades, já que antes eles precisaram destruir barricadas montadas pelos traficantes nas ruas de acesso aos morros. O espaço aéreo da região central do Rio foi controlado para deslocamento dos helicópteros das forças de segurança, mas a medida não comprometeu as operações de pouso e decolagem nos aeroportos.

 

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança, as Forças Armadas foram responsáveis pelo cerco das comunidades, enquanto os policiais faziam as incursões nas favelas para cumprir os mandados judiciais. Algumas vias próximas às comunidades chegaram a ser interditadas, como é o caso da Visconde de Niterói, principal acesso ao Morro da Mangueira, mas foi liberada ao tráfego de veículos em seguida.

 

A operação é mais um desdobramento do Plano Nacional de Segurança, que envolve a cooperação de órgãos federais estaduais e municipais, com o objetivo de combater o crime organizado no Rio, principalmente o tráfico de drogas e o roubo de cargas.

Com informações da Agência Brasil

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