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Estado de Minas

Região Norte é carente no fornecimento de água potável e coleta de esgoto

A média nacional da rede coletora de esgoto no Brasil é de 34,7%, e os cinco piores registros foram constatados no Amapá, Piauí, Rondônia, Pará e Maranhão


postado em 12/12/2017 13:05


A média nacional é de 34,7%, e os cinco piores registros foram constatados no Amapá (95,4%), Piauí (91,7%), Rondônia (86,6%), Pará (84,5%) e Maranhão (81,2%).(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
A média nacional é de 34,7%, e os cinco piores registros foram constatados no Amapá (95,4%), Piauí (91,7%), Rondônia (86,6%), Pará (84,5%) e Maranhão (81,2%). (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
Cinco estados das regiões Norte e Nordeste apresentaram os piores desempenhos no fornecimento de água canalizada para suas populações nos municípios: Rondônia (52,6%), Acre (50,3%), Pará (49,4%), Amapá (48,2%) e Maranhão (44,2%). Eles apresentaram percentuais ao redor de e acima de 200% em relação à média nacional, que é de 15,4%. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD – 2015) e foram elaboradas e apresentadas pela Fundação Abrinq, hoje, ao divulgar a terceira publicação da série “A criança e o adolescente nos ODS”.

O acordo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi assinado em 2015 por 193 países, em substituição aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), e com prazo para implementação final até 2030. No documento em divulgação são analisadas as situações, no Brasil, para os ODS 6 (água potável e saneamento), 11 (cidades e comunidades sustentáveis) e 16 (paz, justiça e instituições eficazes).
 
 
Também no Norte e Nordeste estão os piores registros de acesso domiciliar à rede coletora de esgoto. A média nacional é de 34,7%, e os cinco piores registros foram constatados no Amapá (95,4%), Piauí (91,7%), Rondônia (86,6%), Pará (84,5%) e Maranhão (81,2%).

O fornecimento de água potável e o acesso à rede coletora de esgotos são o foco do ODS 6 e têm relação direta com a proliferação de doenças, como a dengue, que têm quatro vezes mais casos registrados nos dez municípios com piores desempenhos em relação aos dez municípios com melhores desempenhos.

De acordo com a administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloísa Oliveira, frente aos dados de 2015, é urgente que o Brasil avance nessas questões e cumpra os prazos para não colocar em risco as conquistas obtidas em prol das crianças e adolescentes nas últimas décadas.
 
Proporção de domicílios sem acesso à água canalizada (de rede geral de distribuição)

Estados com pior desempenho - % de cidades sem acesso à água

Rondônia - 52,6%

Acre - 50,3%

Pará - 49,4%

Amapá - 48,2%

Maranhão - 44,2%

Média (Brasil) - 15,4%

Fonte: IBGE/ Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2015. Elaboração: Fundação Abrinq.

Percentual de domicílios sem acesso à rede coletora de esgoto
Estados com pior desempenho - % Sem esgoto

Amapá - 95,4%

Piauí - 91,7%

Rondônia- 86,6%

Pará - 84,5%

Maranhão - 81,2%

Média (Brasil) - 34,7%

Fonte: IBGE/ Pnad, 2015. Elaboração: Fundação Abrinq.

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