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Estado de Minas

Delegado da Dicor segue para a superintendência regional da PF no Paraná

Maurício Leite Valeixo substituirá Rosalvo Ferreira Franco, que pediu aposentadoria


postado em 12/12/2017 20:16

A Polícia Federal anunciou, nesta terça-feira (12/12), a nomeação do delegado Maurício Leite Valeixo - antes responsável pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) - para a superintendência regional da PF no Paraná, onde nasceu a Operação Lava-Jato. Ele já ocupou o cargo de 2009 a 2011, e agora substituirá Rosalvo Ferreira Franco, que exercia a função desde 2013 e pediu a aposentadoria. A informação sobre a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União. Ainda não há informações sobre a posse.

Na PF há quase 33 anos, Rosalvo esteve à frente da PF paranaense desde o início da Operação Lava-Jato, em março de 2014. Comandou 47 fases da operação que colocou na prisão políticos e empresários da alta cúpula do poder. A troca de comando faz parte das mudanças anunciadas pelo novo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia.

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Para o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Flávio Werneck, as trocas são naturais porque houve mudança na direção-geral. "O Rosalva não foi trocado por alguém de fora, e sim por alguém que estava lá acompanhando o que acontecia. Rosalva tinha um perfil de policial vibrador, aguerrido, que gostava do trabalho de rua. O Valeixo é mais voltado para a inteligência, tem experiência nessa áerea. Algumas investigações terão um aspecto mais técnico nesse sentido."

A experiência e a atuação contra o crime organizado são pontos a favor de Valeixo. Sua nomeação foi bem recebida, internamente, principalmente depois do fim do grupo de trabalho da Lava-Jato, em Curitiba - motivo de críticas por parte de procuradores da força-tarefa - e a preocupação com o enfraquecimento da operação.

O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Edvandir Felix de Paiva, exaltou a escolha. "Valeixo foi diretor do combate ao crime organizado, nos últimos tempos, quando a Lava-Jato estava muito atuante. É um nome técnico, bem visto pelos delegados. Não existem críticas em relação à indicação dele. É uma pessoa que se cerca de perfis técnicos, de gente competente e isso é muito importante para um bom gestor", avalia.

Natural de Mandaguaçu, no Paraná, o novo superintendente é formado em direito pela PUC-PR. Como delegado da Polícia Civil fez parte do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). Na PF, foi diretor de Pessoal, diretor de Inteligência Policial, agregado policial em Washington, nos Estados Unidos, superintendente regional no Paraná e, desde 2015, estava à frente da Dicor.  

*Estagiária sob supervisão de Ana Letícia Leão.

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