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Estado de Minas

Relatório de presídio onde 9 pessoas morreram em Goiânia é enviado ao STF

A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, vai se reunir na próxima segunda-feira com o governador de Goiás, Marconi Perillo


postado em 04/01/2018 18:34 / atualizado em 04/01/2018 18:46

(foto: AFP / O Popular / Claudio REIS)
(foto: AFP / O Popular / Claudio REIS)

 
O documento de inspeção na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto de Aparecida de Goiânia pedido pela ministra do STF Carmen Lúcia foi enviado nesta quinta-feira (4/1) pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O relatório aponta o conflito entre as facções criminosas rivais, a falta de ações preventivas e a demora no julgamento de processos como causas para a rebelião, além de citar problemas estruturais como o abastecimento de água, fornecimento de energia, e acomodações precárias.
 
 
A inspeção foi realizada na manhã de ontem (3/1) pelo desembargador Gilberto Marques Filho e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública estaduais e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO). 
 
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se reúne na próxima segunda-feira (8/1) com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Após o encontro, ela segue para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, onde ocorreu a rebelião que deixou 9 mortos, 14 feridos e 87 foragidos.

Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) esclarece que a rebelião ocorrida na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, na segunda-feira (1º/1), seu deu, principalmente, pela disposição de enfrentamento estabelecido entre grupos rivais.

Segundo a pasta, o semiaberto é um presídio voltado para abrigar apenados que cumprem penas mais brandas e as medidas tomadas para garantir a segurança no local não foram suficientes para conter a ação de confronto entre os grupos.  

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