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Estado de Minas

Casos suspeitos e mortes colocam autoridades em alerta para a febre amarela

No ano passado, o país passou por um surto da doença. Apenas entre dezembro de 2016 e 1º de agosto de 2017, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde registrou 261 mortes


postado em 08/01/2018 06:00

Em Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina, visitantes recebem repelente ao chegar(foto: Álef Calado/Esp.CB/D.A Press )
Em Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina, visitantes recebem repelente ao chegar (foto: Álef Calado/Esp.CB/D.A Press )
 
Os casos de febre amarela têm voltado à tona no Brasil. A Secretaria de Saúde de São Paulo suspeita de mais um episódio de contaminação — seria o terceiro somente este ano. No sábado, a pasta confirmou que a doença causou a morte de duas pessoas na região. Uma terceira está internada no Hospital das Clínicas. A doença também tem preocupado em outras regiões, como Minas Gerais e Distrito Federal.
 

De acordo com o governo paulistano, as três pessoas teriam contraído a febre amarela em Mairiporã, cidade a aproximadamente 25km de Guarulhos. Não há detalhes sobre o estado de saúde do paciente internado. No último ano, a unidade de Federação contabilizou 12 óbitos em decorrência da doença. Além das mortes em Mairiporã, as demais ocorreram em São João da Boa Vista, Monte Alegre do Sul, Américo Brasiliense, Batatais, Amparo, Itatiba e Santa Lucia. Um levantamento da Secretaria de Saúde aponta que houve 27 ocorrências autóctones — caso em que a enfermidade é contraída na  própria cidade em que é diagnosticada.

Em Minas Gerais, após a confirmação do segundo caso de febre amarela do ano contraído em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, a Secretaria de Saúde aconselhou à administração do Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto da América Latina, suspender a visitação. Os diretores negaram a recomendação, mas passaram a distribuir repelentes aos visitantes. Já o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, na região próxima a Brumadinho, fechou os portões. O espaço conta com 3,94 mil hectares de área verde.

No Distrito Federal, a doença também preocupa autoridades. Em 27 de novembro, um psicólogo de 43 anos morreu por complicações decorrentes da febre amarela. O morador do Sudoeste foi a terceira pessoa a falecer pela doença no DF, mas a única a adquirir a doença no local. A internação do homem aconteceu no Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul, em 18 de novembro, devido a forte dor nas costas. A unidade de saúde o liberou após medicação, mas ele voltou no dia seguinte e permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até a perda das funções cerebrais.

Outro caso é investigado pela Secretaria de Saúde do DF. O vigilante Eronde Osmar da Silva, 58 anos, morreu na última quarta-feira. O homem foi internado em 29 de novembro, no Hospital Regional de Planaltina (HRP), com suspeita de dengue. Com agravamento, a equipe médica passou a desconfiar de febre amarela, chikungunya, hantavirose ou gripe H1N1.

Surto

No ano passado, o país passou por um surto de febre amarela. Apenas entre dezembro de 2016 e 1º de agosto de 2017, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde registrou 777  ocorrências da doença e 261 mortes. No período, mais de 98% dos casos aconteceram na região Sudeste, seguida no ranking pela Norte e a Centro-Oeste. O Ministério da Saúde decretou o fim do surto em setembro.

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