Movimento nas redes sociais denuncia machismo no ambiente de trabalho

Com a hashtag #MulheresNoTrabalho, mulheres relatam abusos sofridos diariamente em suas funções

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/01/2018 12:30 / atualizado em 12/01/2018 15:43

Youtuber/Reprodução
 
Após receber uma série de comentários relatando histórias de abuso sexual e machismo dentro do trabalho, a youtuber Maíra Medeiros, do canal Nunca Te Pedi Nada, lançou uma nova campanha para que mulheres denunciem e exponham esse tipo de situação pelas redes sociais.
 

O caso mais emblemático citado por Maíra é de uma situação que ocorreu com ela, alguns anos atrás, quando substituía uma professora de inglês que havia tido aborto espontâneo em um curso particular. Os chefes dela, na época, mencionaram a insatisfação de trabalhar com mulheres por ela "menstruarem, terem TPM, engravidarem e acabarem faltando ao trabalho". O comentário foi encarado pela youtuber como um ato de assédio moral. 

Em sua página nas redes sociais, ela ainda encontrou diversos relatos de seguidoras e internautas comentando episódios semelhantes. Quando não classificados como assédio sexual, representavam machismo ou preconceito relacionado à aprência das trabalhadoras. Surpresa ao perceber que tantos casos ainda ocorrem "em 2018", a youtuber iniciou a campanha #MulheresNoTrabalho. "Assédio moral e sexual é crime. Não podemos ficar quietas no nosso trabalho", comenta a garota.

O vídeo postado na quinta-feira (11/1) ultrapassou logo as 50 mil visualizações e 14 mil likes, merecendo mais de mil comentários. A hashtag começou a ser usada no Twitter e no Instagram, ganhando também apoio de outros internautas e figuras públicas, como a dançarina e roteirista Bic Muller e o jornalista Bruno Acioli, que comentou o que acontecia com uma amiga. 
 
 
 
 
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.